Feebbase participa da luta contra retirada de direitos

A Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe participou nesta quarta-feira (28/01), em Salvador, do Dia Nacional de Lutas e mobilizações pela revogação das Medidas Provisórias 664 e 665, que retiram direitos dos trabalhadores. Os bancários incluíram a bandeira de defesa da Caixa na pauta a ser discutida com o governo pelas centrais sindicais.
“A proposta de abertura do capital da Caixa para arrecadar fundos para o superávit fiscal é tão equivocada quanto as mudanças propostas no seguro desemprego, abono salarial, auxílio doença e pensão por morte. A Caixa é um patrimônio do povo brasileiro e deve continuar 100% pública para garantir que o governo possa interferir na economia em caso de crise. Seria um erro abrir mão desta possibilidade. A luta em defesa da empresa não apenas dos bancários, mas de toda a sociedade”, afirmou o presidente da Feebbase, Emanoel Souza.
Souza ressaltou também a disposição dos trabalhadores em lutar contra qualquer ameaça aos direitos trabalhistas, reforçando o pedido das centrais sindicais para que o governo revogue imediatamente as MPs 664 e 665, além de rever outras posturas equivocadas, como o veto à correção de 6,5% na tabela do imposto de renda, o reajuste na taxa de juros e o aumento de impostos.

Trabalhadores nas ruas
A manifestação realizada pelos baianos é parte do Dia Nacional de Lutas e Mobilizações por empregos e direitos, organizado pelas principais centrais sindicais do Brasil. Em Salvador, a concentração começou no Sindicato dos Bancários e seguiu até a Superintendência Regional do Trabalho, onde as centrais entregaram um documento à superintendente Isa Simões, com sugestões de outras áreas para ajustes, sem prejudicar os trabalhadores.
O evento foi organizado pela CTB, CUT, UGT, Força e a Nova Central, cotando com a participação da CSB e Conlutas, além de representantes dos bancários, comerciários, trabalhadores da construção civil, da hotelaria e da indústria têxtil, servidores da saúde e da educação, vigilantes, rodoviários e aposentados.
“2015 será um ano de muita luta e mobilização. Isso requer uma unidade ainda maior do movimento sindical. As MPs 664 e 665 são uma afronta aos brasileiros, pois pretende retirar recursos dos trabalhadores e da produção para fazer superávit primário. Isto é um absurdo”, argumentou o presidente da CTB Bahia, Aurino Pedreira.
Para Pedreira, será preciso uma grande mobilização dos trabalhadores para mudar os rumos propostos pela equipe econômica do governo. “Nós não vamos conseguir esta mudança se não formos para as ruas disputar este projeto. Mas, a luta não pode se restringir às manifestações de rua, ela precisa ser feita dentro dos locais de trabalho, por cada sindicato em suas bases. Só assim manteremos a nossa força e capacidade de mudar os rumos do país”, acrescentou.

