Filas nas agências refletem deficit de empregados na Caixa
Agências da Caixa de pelo menos cinco estados tiveram longas filas de pessoas esta semana, sobretudo nos estados de São Paulo, Pará, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo e no Distrito Federal. Isso aconteceu porque além do pagamento da última parcela do auxílio emergencial, as datas do pagamento do Bolsa Família foram antecipadas em dezembro por conta das festas de fim de ano.

Em Belém (PA) e em Vitória (ES), segundo informações de veículos de imprensa, muitas pessoas chegaram às agências bem cedo, para garantir o benefício. Empregados das agências ofereceram álcool em gel e pediram que as pessoas utilizassem máscaras ao entrarem no prédio, assim como o respeito à faixa colocada no início da pandemia para separar a distância ideal entre uma pessoa e outra, mas nas ruas nem sempre esse critério foi respeitado.
Foram observadas em cidades de São Paulo (SP), Belém (PA) e Salvador (BA) pessoas bem próximas das outras na fila e, em muitos casos, elas chegaram sem máscaras ou tiraram as mesmas por algum momento. A situação tende a piorar a cada dia em função de se aproximarem as datas de outros benefícios concedidos por diversas prefeituras do País.
Para as entidades representativas dos bancários, a situação é causada pelo déficit de empregados do banco, que chega a quase 20 mil, somado ao desrespeito da direção, que está adoecendo os trabalhadores.
“O que esta gestão está fazendo com os empregados é criminoso. Além de atender quase 140 milhões de brasileiros em meio a uma pandemia, com filas que expõem tanto os empregados quanto a população, os empregados ainda sofrem pressões absurdas por metas. Não bastassem estes problemas, os trabalhadores ainda vivem num ambiente de insegurança, com reestruturação e transferências sem aviso, com pressão para aderirem ao PDV (Programa de Desligamento Voluntário). É a gestão do medo”, denuncia o presidente da Fenae, Sergio Takemoto.
Fonte: Fenae.
