Força da greve arranca negociação com a Fenaban nesta terça
Depois de 14 dias de greve, a Fenaban finalmente marcou uma nova rodada de negociação com os bancários para as 16h desta terça-feira (20/10), em São Paulo. Os bancários aguardam com expectativa o que as empresas têm a apresentar. Mas, lembram que a paralisação segue com a mesma força desta segunda-feira, quando 12.496 agências ficaram fechadas nos 26 estados do país mais o Distrito Federal.
Na primeira proposta, muito rebaixada, o setor mais lucrativo da economia nacional, que no primeiro semestre colocou nos cofres R$ 36,3 bilhões, ofereceu 5,5% de reajuste salarial. As questões sobre contratação, segurança e saúde ficaram sem resposta.
“Foi a força do nosso movimento que conseguiu reabrir as negociações com a Fenaban. Por isso, ele precisa se manter forte e crescente como tem acontecido até agora, com a ampliação do número de agências fechadas, para que possamos arrancar uma nova proposta de reajuste decente para os bancários. A hora é de aumentar a mobilização e pressionar os bancos por aumento real nos salários”, ressaltou o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza, que integra o Comando Nacional dos Bancários e participa da negociação nesta terça-feira.
Confira as reivindicações dos bancários:
Reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)
PLR: 3 salários mais R$7.246,82
Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).
