Forte e coesa, a greve chega ao 28º dia na Bahia e Sergipe

Com um número recorde de agências fechadas em todo o país, a greve nacional dos bancários entra em seu 28º dia nesta segunda-feira (03/10). Na Bahia e Sergipe, o movimento segue forte com paralisação de 1.155 locais de trabalho nas 13 bases sindicais dos dois estados.
Logo mais à noite, os trabalhadores se reúnem em assembleias para avaliar o andamento da greve e definir a estratégia para forçar os bancos a apresentar uma nova proposta de acordo para a campanha salarial da categoria.
Até o momento, a Fenaban insiste em uma proposta rebaixada de reajuste, que não contempla a inflação, nem as reivindicações dos bancários sobre saúde, garantia de emprego e melhores condições de trabalho. 7% de reajuste e abono de R$ 3.500 foi a última proposição apresentada pelos bancos e prontamente rejeitada pela representação dos bancários.
“A questão agora não é mais sobre se os bancos podem ou não atender às reivindicações da categoria. Eles não querem. Trata-se da decisão de que tem que ser um reajuste abaixo da inflação e pronto”, afirmou o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza, ressaltando que só a mobilização da categoria será capaz de mudar a situação.
A orientação do Comando Nacional dos Bancários é de que os sindicatos ampliem o número de agências fechadas e realizem atividades para informar a população sobre a postura intransigente dos bancos. “Temos que tomar as ruas e mostrar aos clientes que a culpa pela manutenção das agências fechadas é dos bancos, que mesmo com lucros bilionários se recusam a dar um reajuste digno a seus funcionários”, completou Emanoel.
