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Funcionários temem a privatização do BB

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O segundo turno das eleições presidenciais, que acontece no próximo domingo (30/10), ganhou uma grande importância para os funcionários do Banco do Brasil, que estão preocupados com a possibilidade de privatização da empresa. O atual presidente Jair Bolsonaro e seu ministro da Economia, Paulo Guedes, já demonstraram várias vezes a intenção de privatizar o banco em eventual segundo governo.

Ainda em 2020, Bolsonaro declarou em uma entrevista à revista Veja seu interesse em entregar o banco ao mercado somente em 2023, portanto, em caso de reeleição. Em entrevista mais recente à mesma revista, ele voltou a defender as privatizações sob o argumento de que “quanto mais Estado, pior”.

O argumento absurdo é defendido pelo ministro da Economia que, mesmo sob protesto de diversos setores da sociedade, conseguiu tirar do papel a privatização de Eletrobrás, Correios e BR Distribuidora. O BB seria um dos próximos da lista, segundo ele.

O processo de desmonte do banco para facilitar o processo já começou. Nos últimos quatro anos, foram fechadas 1.500 agências do BB em todo o país e desligados 10.500 funcionários. O banco perdeu também mercado com estas mudanças, enfraquecendo seu papel como fomentador da economia do país.

Os bancários reclamam também da mudança do modelo de gestão de pessoas no banco, com o estabelecimento de metas exorbitantes e a adoção do assédio como modelo de cobrança de resultados.

Para mudar a situação, os funcionários do BB precisam garantir a derrota de Bolsonaro na eleição de domingo.

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