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Ganho real da categoria supera 20% desde 2004

Neste ano, os bancários conquistaram 2,02% de aumento real, o maior não escalonado desde 1995. Nos bancos privados, o índice equivale a 20,7% de reajustes acima da inflação desde 2004. Já na Caixa e no Banco do Brasil, o ganho foi de 21,3% em igual período. Quando se trata do piso, é ainda maior. Com os 2,49% de agora, o reajuste real chega a 42,1%.

 

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Nesta campanha salarial, a categoria conseguiu aumento real pelo 11º ano consecutivo. Mas, se hoje há o que comemorar. Antes, não era bem assim. Os dados não mentem. De 1995 a 2003, apenas quatro anos foram de ganho real, seis foram de amargas perdas.

Em 1995, a valorização foi de 3,34%. No ano seguinte, decepção. A categoria perdeu 3,05% do poder de compra. Em 1997, um pequeno ganho de 0,67%. Já em 1998, uma queda de 2,31%. Os dois anos seguintes também foram de desastre. Somados, não chegaram a 0,5% de aumento real.

Além do arrocho salarial, entre 1995 e 2003, os empregados viram os salários 8,6% menores em relação à inflação, o fantasma da demissão assombrava os trabalhadores. De 1994 a 2002, a categoria foi dizimada. Mais de 150 mil funcionários foram dispensados.

Durante o governo do tucano FHC (Fernando Henrique Cardoso), a situação para os trabalhadores dos bancos públicos era ainda pior. A perda real no período foi de 36,3% no BB e de 40% na Caixa.

A partir de 2003, muita coisa mudou. É bem verdade que o ritmo de contratações precisa acelerar, mas, o número de bancários, por exemplo, que havia caído 30,3% entre 1994 e 2002, subiu 28% de 2003 a 2013.

Sistema financeiro abalado - Na década de 1990, o sistema financeiro sentiu as consequências do governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso. Além das privatizações, a abertura de mercado levou à quebra e fechamento de dezenas de instituições nacionais. Em 1990, havia 174 bancos privados brasileiros. Já em 2000, o número caiu para 105. Hoje, há 87.

Quando se trata da rede oficial, a redução é maior. Eram 34 em 1990, recuaram para 17 em 2000 e, hoje, são apenas 11. Em contrapartida, a presença dos privados estrangeiros no país aumentou 244%. Saiu de 18 em 1990 para 70 em 2000. Atualmente, somam 62 bancos.

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