Itaú desrespeita funcionários afastados para tratar a saúde

Sindicatos de todo o Brasil vêm recebendo denúncias de que o Itaú está constrangendo os funcionários afastados por motivos de saúde com sucessivas convocações para exames. O problema atinge os bancários em licença médica, em tratamento ou aguardando perícia do INSS, que são chamados para avaliações ocupacionais, sob ameaça de aplicação de medidas disciplinares em caso de ausência.
Além dos exames de retorno ao trabalho, o banco tem convocado funcionários para uma nova avaliação chamada ACL (Avaliação de Capacidade Laboral). Em alguns casos, trabalhadores que apresentam novos atestados médicos após serem considerados aptos são novamente chamados para reavaliação.
Outra queixa dos bancários é sobre a análise dos atestados médicos apresentados pelos empregados. Conforme os relatos, após a avaliação feita pelo médico do trabalho da empresa, períodos de afastamento prescritos pelos médicos assistentes estariam sendo reduzidos ou desconsiderados.
Na base da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (Feebbase), o problema tem sido mais recorrente em Salvador, onde o Sindicato da Bahia tem recebido diversas denúncias de redução de prazo de atestados pela médica do trabalho. A prática vem ocorrendo de forma intensa e generalizada, causando indignação entre os funcionários e chamando atenção do movimento sindical. Muitos desses bancários possuem histórico de adoecimento ocupacional comprovado em seus prontuários médicos, o que torna a situação ainda mais preocupante.
Os Sindicato de Sergipe e de Camaçari também já receberam denúncias sobre a postura desrespeitosa do Itaú.
Esta é uma prática desrespeitosa que atrapalha o tratamento e constrange o trabalhador, que já está adoecido. O movimento sindical tem denunciado a atitude do Itaú e cobrado constantemente que o banco mude de postura e respeite os direitos dos bancários.
A orientação é que todo bancário que se sentir prejudicado procure o sindicato de sua cidade para que seu caso seja analisado e receba as orientações cabíveis.
“O movimento sindical segue atento, questionando o sanco sobre a conduta e não admitirá práticas de assédio revestidas de aparente legalidade, especialmente contra trabalhadores que buscam cuidar da sua saúde e garantir os seus direitos”, ressaltou a diretora da Feebbase e membro da COE Itaú, Luciana Dória.
