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Juventude bancária escolhe Comissão e divulga carta de Jaguaripe

Reunidos no último fim de semana ( 6 e 7 de agosto) em Jaguaripe, no Recôncavo Baiano, jovens bancários da Bahia e Sergipe debateram conjuntura e os problemas enfrentados no dia a dia do trabalho do setor bancário. Na plenária final do 5° Encontro da Juventude Bancária os participantes aprovaram a manutenção da Comissão da Juventude e divulgaram as resoluções dos grupos de trabalho e a carta de Jaguaripe.

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Uma as principais decisões do Encontro foi amanutenção da Comissão de Juventude, com os seguintes membros: Ayrton (Barreiras), Cássio (Ilhéus), Daniele (Vitória da Conquista), Hugo (Irecê), Idamar (Sergipe), Jeane (Santo Antônio de Jesus), João Marcos (Cruz das Almas), Lucas Galindo (Ilhéus), Luciana (Salvador), Luiz (Jacobina), Marcella (Itabuna), Prisicila (Feira de Santana), Rheberny (Camaçari), Rosy (Sergipe), Shirley (Ilhéus), Sulamita (Camaçari), Tiago  (Salvador), Walton (Jequié), e Wendel (Itabuna). 

Nos trabalhos em grupo, que aconteceram na tarde de sábado, os participantes defenderam uma série de medidas para melhorar as condições de trabalho, o atendimento ao cliente e melhorar a garantia de emprego. Entre as principais:exigir que os bancos capacitem constantemente seus funcionários, de maneira a propiciar a adaptação destes às novas demandas; aumentar a quantidade de delegados(as) sindicais; lutar para desfazer o caráter unilateral das demissões. O processo demissional deve ser criterioso e não pode ficar a cargo exclusivo de uma pessoa;lutar pela criação de legislação protetiva para bancários(as) e clientes; pela garantia do emprego, mais contratações e abaixo as demissões; fim da imposição de metas e da terceirização, dentre outras.

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Sobre a campanha salarial, os bancários defendema intensificação do uso das redes sociais e demais instrumentos de comunicação para divulgação das propostas do movimento sindical, bem como de atos, movimentos e manifestações; fortalecer a comunicação com a base e com o conjunto da sociedade no sentido de caracterizar a greve como consequência da postura desinteressada dos bancos em atender às reivindicações dos bancários(as); desenvolver uma estratégia específica para que o movimento sindical bancário obtenha inserção nos setores de tecnologia e teleatendimento das instituições financeiras;antecipar o início das atividades de “corpo-a-corpo” para convencimento de colegas a aderir à greve e a construção de atividades lúdicas e/ou culturais nos piquetes, como forma de atrair bancários(as) para a greve.

Para o diretor de juventude da Feebbase, Lucas Galindo, a realização do 5º Encontro consecutivo da Juventude Bancária da Bahia e Sergipe consolida de forma ainda mais definitiva não só a atividade dentro do calendário do movimento sindical, mas acima de tudo a concepção da importância de investir concretamente em iniciativas que produzam a necessária renovação e a atualização constante da nossa luta.

“De uma forma geral, o nosso encontro é avaliado positivamente por conta de alguns fatores que nós consideramos importantes: um deles a representatividade. Mais uma vez o encontro conseguiu reunir jovens bancários de diversas localidades da Bahia e de Sergipe. Segundo, não só toda essa representatividade, que é importante, mas principalmente o fato de que ela culminou uma qualidade de discussão muito positiva. Nós tivemos bastante envolvimento dos participantes, especialmente na parte dos grupos, todos interagindo de alguma forma. E isso sem dúvida resultado também a facilidade que nós tivemos por termos palestrantes que fizeram exposições muito atraentes. E por fim, avaliar positivamente também o fato de que não só essa participação com opiniões, mas muita demonstração de disposição para se somar as lutas que nós travaremos, como chegamos à conclusão durante o evento em um cenário de bastante incertezas, dificuldades, um golpe de estado em andamento, mas mesmo assim vimos uma turma muito disposta de alguma forma contribuir e participar, acho que esse é o grande saldo que o encontro deixa para o próximo período”, avaliou Lucas.

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Ao final do Encontro, foi divulgada também a carta de Jaguripe, em que reforçam a disposição de manter a luta contra a retirada de direitos. Confira a íntegra do documento:

Carta da Juventude Bancária

A juventude brasileira se vê desafiada a mais uma vez mostrar sua disposição em transformar a realidade à sua volta. Depois de 30 anos se reconstruindo, a democracia do país volta a ser violada, desta vez através de um golpe institucional que tem o propósito declarado de interromper o ciclo de avanços sociais que vinha sendo implementado no Brasil.

Flexibilização da CLT, terceirização ilimitada e prevalência do negociado sobre o legislado nos acordos de trabalho são apenas os principais projetos em curso com vistas a favorecer os patrões em detrimento da classe trabalhadora.

No setor financeiro, o mais poderoso da economia nacional, nem mesmo a gravidade da maior crise do capitalismo desde 1929 foi capaz de abalar significativamente os patamares bilionários de lucros das empresas. Resultados estes construídos sob a lógica de uma pretensa “eficiência operacional”, que não passa da fórmula redução de custos através de demissões + incremento de receitas via aumento de tarifas, taxas de juros e da terceirização do atendimento. Com o ingrediente perverso do adoecimento funcional generalizado.

Somado a isso, o irreversível desenvolvimento tecnológico, que poderia ser aliado na melhoria da qualidade de vida dos(as) bancários(as), na prática tem culminado em eliminação de postos e a consequente sobrecarga de trabalho, da maneira que tem sido apropriado pelos bancos.

Tantas adversidades apontam não para uma derrota inevitável, mas sem dúvida para a necessidade ainda mais urgente do fortalecimento da luta coletiva organizada. Juntos somos mais, por isso devemos permanecer unidos para enfrentar tamanha ganância e poderio.

Sabemos que novos tempos exigem novas formas de luta. Cientes deste desafio, visitaremos cada agência, conversando com cada colega, estabelecendo nas redes e nas ruas o diálogo necessário na perspectiva de elevar a conscientização sobre o nível de exploração a que estamos submetidos.

Nós, jovens bancários(as) da Bahia e de Sergipe reunidos neste 5° encontro, reafirmamos nossa disposição de seguir em movimento para preservar e ampliar conquistas. Não apenas da categoria bancária, mas da classe trabalhadora em sua coletividade. E, acima de tudo, da democracia enquanto princípio. Contamos com você!

#ForaTemerGolpista

Jaguaripe, 07 de Agosto de 2016.

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