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Lula se reúne com centrais sindicais para debater direitos dos trabalhadores

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, se reuniram com 500 sindicalistas nesta quarta-feira (18/01), no Palácio do Planalto, em Brasília, para iniciar o debate sobre as políticas para os trabalhadores no novo governo. O encontro contou com participação de representantes de dez centrais sindicais, além de federações e sindicatos.

No evento, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, anunciou a criação de três grupos de trabalho. Dois deles serão destinados a estudar e propor mudanças na lei trabalhista e um terceiro, de instalação imediata, se debruçará sobre as regras de reajuste e reinstalação da Política de Valorização do Salário Mínimo, interrompida pelo governo Bolsonaro em 2019.

O presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Hermelino Neto, participou da reunião. “Depois de seis anos, os trabalhadores retornam novamente ao Palácio do Planalto. Só a democracia é capaz de promover essa relação entre trabalhadores e um presidente que defende os nossos direitos. Hoje foi um dia de festa. O governo Lula mostrou efetivamente que vai governar para todos os brasileiros e brasileiras”, comemorou.

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Garantia de direitos

O presidente Lula falou em "construir uma nova estrutura sindical", garantir a trabalhadores direitos e seguridade em uma "economia diferente" e prometeu levar adiante os planos de mudança no Imposto de Renda.

Lula afirmou que não pretende retomar a legislação trabalhista do século passado, mas disse ser preciso estabelecer uma "nova relação entre capital e trabalho". "Queremos construir uma nova estrutura sindical. Queremos construir os novos direitos que nós queremos constituir em uma economia totalmente diferente da economia dos anos 80. O mundo do trabalho mudou muito, cresceu o trabalho avulso, o bico. Nós não queremos que o trabalhador seja um eterno fazedor de bico. Queremos que o trabalhador tenha direitos garantidos e que ele tenha um sistema de seguridade social que o proteja no momento de desgraça, que acontece. Ao invés de fazer por Medida Provisória apenas, por uma vontade do presidente da República, nós vamos ter que construir. Se a gente construir junto fica mais difícil desmanchar", reforçou.

Novos tempos

Para o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, o encontro do presidente Lula com as centrais é a materialização de um tempo novo, de retomada de diálogo. “A gente ficou praticamente seis anos longe deste processo de interlocução, porque o governo passado virou as costas para a classe trabalhadora. Mas, a abertura, a partir deste encontro, deve exigir de nós maior organicidade. Eu estou confiante que podemos fazer um bom combate. Vamos fazer tudo que a gente puder para reconstruir o nosso país, unindo a classe trabalhadora e fortalecendo os nossos laços de solidariedade”, concluiu.

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