Milhares tomam as ruas em defesa da democracia
Nesta sexta-feira (13) pela manhã, em todo o país, milhares de pessoas saíram às ruas para dizer não ao golpe e sim à democracia. Em Salvador, a manifestação foi realizada em frente à sede da Petrobras, com a participação das centrais sindicais e partidos em defesa da estatal, dos direitos trabalhistas, da democracia e da reforma política. Mais de 5 mil pessoas participaram do ato, que contou com a presença do ex-presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli.

Gabrielli afirmou que "a manifestação é muito importante para tentar desmontar uma conspiração que está sendo feita para transformar atos corruptos e individuais num sistema para inviabilizar a Petrobras, que é o modelo de apropriação dos recursos do pré-sal para o povo brasileiro." Segundo ele, a estatal tem papel fundamental na expansão do conteúdo nacional, no emprego e renda, e no desenvolvimento para distribuição de recursos para a educação e a saúde.
O deputado federal Daniel Almeida (PCdoB) declarou que a militância consciente e organizada foi às ruas por não concordar com o que a mídia golpista e a elite brasileira tentam fazer com a Petrobras. "Estamos aqui hoje para defender a estatal, uma referência em tecnologia para nosso país. Não vamos aceitar retrocessos e nem golpes contra a democracia e os direitos do povo".

Para o presidente da CTB Bahia, Aurino Pedreira, um dos principais motivos do ato é fortalecer o respeito à democracia e a soberania brasileira. "Estamos aqui, também, em defesa dos direitos dos trabalhadores. Existe uma pauta no congresso que vai de encontro aos direitos conquistados nos últimos anos e precisamos reverter isso. Vamos nos organizar cada vez mais. Esse é só o primeiro ato. A luta será grande."
O evento contou com a participação das centrais sindicais, partidos, movimentos sociais, parlamentares, sindicatos, do Movimento Sem Terra e de estudantes. Estiveram presentes, ainda, o bancário e vereador de Salvador pelo PCdoB, Everaldo Augusto, e os diretores da Federação dos Bancários e dos sindicatos filiados.
Com informações do Vermelho
