Negociação com a Fenaban será retomada nesta terça-feira

O Comando Nacional dos Bancários volta a se reunir com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) nesta terça-feira (18/8), para a oitava rodada de negociação da campanha salarial 2026.
Os representantes dos trabalhadores levarão para mesa o resultado das assembleias da noite desta segunda-feira (17), com a resposta da categoria sobre a proposta de congelamento do piso de ingresso para os novos bancários e reajustes diferenciados para três faixas salariais, feita pelos bancos na reunião do dia 13 de agosto.
Na mesma assembleia, os bancários votarão também sobre a possibilidade de uma paralisação de 24 horas na quinta-feira (20).
Os bancários estão cansados da enrolação da Fenaban, que desde o início das negociações, iniciadas oficialmente em 24 de junho, vem apresentando postura de resistência às reivindicações da categoria. Até agora, além de não apresentar propostas concretas e índice de remuneração, os bancos têm adotado um tom de ameaça à mesa unificada de negociação e aos direitos da categoria. Já chegaram ameaçar separar as negociações entre bancos públicos e privados e também a oferecer auxílio alimentação com valores diferenciados por local de atuação do trabalhador.
O Comando Nacional recusou todos as propostas na mesa, reafirmando a unidade da categoria e a pauta de reivindicações da categoria. Entre as exigências dos trabalhadores estão o fim das demissões em massa e do fechamento de agências; valorização dos trabalhadores por meio do aumento real nas remunerações (como salário, PLR, vales refeição e alimentação); e o combate ao alto índice de adoecimento mental, provocado pela gestão por metas abusivas, que, além de pressionar e sobrecarregar os trabalhadores, funciona como uma porta de entrada para o assédio moral.
A categoria também quer o fortalecimento de ações por igualdade de oportunidades, para que o setor elimine distorções que impedem mulheres, negros e negras, pessoas com deficiência (PCD) e LGBTQIA+ de terem as mesmas condições de remuneração e ascensão dentro dos bancos.
A categoria precisa manter a mobilização e a unidade para garantir a manutenção dos direitos presentes na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
