Negociação decisiva com a Caixa na quinta

A direção da Caixa prometeu dar resposta para todas as questões pendentes da pauta de reivindicações especificas dos empregados na reunião com a Comissão Executiva dos Empregados, que acontece na quinta-feira, 2 de agosto, a partir das 14h, em São Paulo.
Esta será a quarta rodada de negociação da campanha 2018 na Caixa e a expectativa é muito grande, uma vez que o banco não se comprometeu com nenhuma das questões discutidas nas rodadas anteriores.
Diante da situação, a CEE Caixa está convocando os funcionários a participar das manifestações e atividades realizadas pelos sindicatos, com o objetivo de pressionar a direção do banco e garantir um bom acordo no final do processo negocial.
“Só a mobilização de todos poderá evitar o retrocesso e garantir avanças na negociação”, ressalta o secretário Geral da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza, que participa das negociações.
Ele alerta para as respostas evasivas dos negociadores, que até concordam com as reivindicações dos empregados, mas se negam a colocar as promessas no Acordo Coletivo de Trabalho. Foi o que aconteceu na reunião do dia 20 de julho, quando o banco disse que vai seguir a regra da Participação nos Lucros e Resultados da Fenaban, mas não garantiu o pagamento da PLR Social, uma conquista dos empregados da Caixa.
Segundo a direção do banco, o limite da soma da PLR está limitada pelo governo. A regra mencionada seria 25% do que for pago de dividendos no tesouro. Com base nos últimos anos, fica em 6,25 % do lucro liquido. O posicionamento é baseado na última mudança do estatuto, feita em 2017 pelo Conselho de Administração (CA). Desde então, o pagamento da PLR deve seguir os preceitos legais, o que significa seguir a lei original da Participação nos Lucros e Resultados, promulgada no ano 2000 (lei 10.101).
Hoje o pagamento da PLR na Caixa consta do acordo coletivo firmado com os representantes dos trabalhadores, mas como se trata de um cálculo com muitas variáveis, a inclusão dessa cláusula no estatuto impedirá uma efetiva negociação e poderá resultar em controvérsias e perdas para os empregados do banco.
