No nono dia de greve, 1135 agências fechadas na Bahia e Sergipe
Ao completar nove dias de greve, nesta quarta-feira (14), os bancários continuam demostrando força para continuar na luta e alcançar suas reivindicações. Os trabalhadores protestam contra o silêncio e o desrespeito da Fenaban na mesa de negociação, que ofereceu apenas 5,5% de reajuste. Os estados da Bahia e Sergipe alcançaram a marca de 1135 agências fechadas, com a expectativa de aumentar a cada dia.

Na base do Sindicato da Bahia, são 543 agências sem funcionar; de Vitória da Conquista, 76; de Feira de Santana, 35; de Ilhéus, 29; de Irecê, 41; de Jacobina, 36; de Jequié, 31; de Itabuna, 37; de Camaçari, 22; de Barreiras, 60; de Juazeiro, 31 e do Extremo Sul, 55. Um total de 996 agências fechadas na Bahia. Já em Sergipe, 139 unidades.
Desde o início da greve a Fenaban mantém o silêncio. O Comando Nacional dos Bancários se reúne nesta quarta-feira (14), em São Paulo, para avaliar a campanha salarial e definir os próximos passos do movimento.
Veja abaixo as principais reivindicações dos bancários:
Reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)
PLR: 3 salários mais R$7.246,82
Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).
