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Pressão de trabalhadores adia mais uma vez votação do PLS 555

A votação do PLS 555, que estava prevista para esta terça-feira (16), foi adiada mais uma vez após a pressão dos trabalhadores. Representantes das centrais sindicais ocuparam o Senado num ato de protesto contra o projeto de lei que ameaça as estatais brasileiras.

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Pela manhã, os integrantes da CTB, CUT, Nova Central, Intersindical, CSP-Conlutas e entidades que compõem o Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas estiveram nos gabinetes buscando o apoio dos senadores para impedir a aprovação da proposta que, se aprovada, abre caminho para a privatização do patrimônio público.

Para Emanoel Souza, representante da CTB e presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, a agenda em pauta no Senado é neoliberal. "É contra os interesses dos trabalhadores e do País. O texto do Tasso (relator do PLS 555) é a lógica privatista da destruição do Estado. O que a CTB defende é o arquivamento e a abertura de uma discussão. Já que isso não é possível, que o texto-base para a negociação seja o substitutivo do Requião", ressaltou Emanoel.

"A notícia do adiamento não nos deixa totalmente satisfeitos pois o PLS continua na pauta, em regime de urgência e a aprovação é iminente. Vamos manter a guarda e seguir com a pressão", declarou Rita Serrano, coordenadora do Comitê Nacional.

O Comitê montou uma agenda de mobilizações e definiu estratégias para eliminar o PLS 555 da pauta do Congresso. A intenção é buscar ainda o apoio de autoridades nos estados e municípios do País, a fim de fortalecer a luta contra a aprovação da proposta. Os dirigentes sindicais critiram a atitude do Governo Federal em não ter se manifestado ainda em relação ao PLS 555. Os sindicalistas esperam que o governo se posicione firmemente contra o projeto.

A pressão dos membros do Comitê aos parlamentares obteve resultados. Cerca de 31 senadores já manifestaram apoio ao substitutivo de autoria do senador Roberto Requião (PMDB), que ameniza os efeitos nocivos da proposta. São necessários 41 votos para impedir a aprovação do PLS 555. O texto alternativo proposto por Requião altera 20 medidas prejudiciais contidas projeto, entre elas, a que permite transformar estatais em sociedades anônimas apenas pela aprovação dos conselhos de administração de cada empresa.

Com informações da CTB

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