Quarta tem mobilização em defesa da Caixa

Após o anúncio de mais um processo de reestruturação. Os empregados da Caixa vão realizar uma mobilização em defesa do banco na próxima quarta-feira, 5 de fevereiro, em todo país, com o objetivo de denunciar o ataque aos direitos dos trabalhadores e o desmonte do banco, promovidos pelo governo Bolsonaro.
Durante toda a quarta, os sindicatos devem realizar reuniões ou atos nas Superintendências Regionais, além de enviar uma carta aos empregados de todas as agências de sua base para falar da importância de defender a manutenção da Caixa 100% pública.
As entidades representativas dos empregados vão fazer também um grande Twitaço a partir das 11h, com imagens das manifestações e as hashtag #SomosMuitasCaixas, #ACaixaéTodaSua e #EsquentaparaoDia13.
Negociação
O processo de reestruturação será o principal tema da negociação entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) e a direção da Caixa que acontece no dia 12 de fevereiro, às 9h, em Brasília.
No dia 13, os empregados participam de um grande dia nacional de luta em defesa da Caixa.
Confira a carta aberta das entidades representativas que será enviada aos empregados:
#SOMOSMUITASCAIXAS
Colega empregad@,
Estamos aqui mobilizados em defesa dos nossos direitos e do futuro da Caixa.
As alterações propostas pela direção da Caixa estão provocando a redução do banco, do seu papel social e o desrespeito aos nossos direitos.
Pelo modelo proposto, o banco será direcionado para o aumento das vendas de produtos em seguros, cartões e outras áreas que o banco quer privatizar.
Para o empregado, as mudanças que a empresa tem realizado estão causando problemas como mudanças bruscas de atividades, cobranças de metas abusivas, descomissionamentos sumários, fim de postos de trabalho e transferências compulsórias.
Atualmente, o lucro da Caixa decorre cada vez menos das operações bancárias e mais da venda de ativos e de operações de tesouraria, como venda de títulos (TVM), e comercialização de ações ou com a imposição absurda de um teto de 6,5% para gastos com o Saúde Caixa.
A nova reestruturação revela também a intenção em reduzir o seu papel social. As mudanças não levam em conta todo o esforço e sucesso obtido com o pagamento de FGTS, PIS, dentre outros programas sociais.
O banco vem sendo descapitalizado com os pagamentos do Instrumento Híbrido de Capital (IHCD). A devolução desse dinheiro implica, por exemplo, em mais cortes em programas como o Minha Casa Minha Vida, que está parado por conta da falta de recursos. O programa deve ter o menor orçamento da história. O contingenciamento levou mais de 90% dos recursos autorizados.
A Caixa vem recuando na oferta de crédito em áreas importantes para o país.
Entre 2015 e 2019, por exemplo, houve uma redução de quase 71% no crédito para micro e pequenas empresas e de 30,51% no crédito agrícola. Com relação ao Fies, de 2015 a 2018.
Defender o papel social da Caixa é defender o País, a geração de empregos e infraestrutura e os direitos dos empregados.
Nosso repúdio a posição da empresa que, mais uma vez, adota medidas prejudiciais aos trabalhadores sem discussão com as representações deles.
Entidades representativas dos empregados da Caixa.
