Revertida decisão do Itaú sobre retorno ao trabalho presencial
Na reunião desta quinta-feira (02/12), os representantes dos bancários do Itaú - Comissão de Organização dos Empregados e o Grupo de Trabalho Saúde - garantiram que o banco revertesse a decisão sobre a convocação do grupo de risco para retornar ao trabalho presencial. Porém, será necessário que o funcionário apresente um relatório médico informando que apesar de já ter tomado as duas doses da vacina continua sendo do grupo de risco.

Por conta disso, o médico assistente solicitará que o bancário seja mantido em home office. Os trabalhadores do grupo de risco não voltarão para o trabalho remoto automaticamente.
O Itaú ainda informou a manutenção da campanha de incentivo à vacinação dos funcionários e o pedido da dose de reforço ao grupo de risco. Além de intensificar a necessidade do protocolo de segurança entre os empregados através de uma campanha interna.
Outra discussão feita foi sobre as demissões em agências e departamentos, com desligamentos por conta da cobrança de metas abusivas e avaliações de performance. “Precisamos de resposta. O movimento sindical não vai parar de buscar melhores condições de trabalho”, afirmou a diretora da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Andreia Sabino.
O banco também comunicou que haverá fechamento de agências deficitárias e os funcionários serão realocados em outras unidades. A COE cobrou do Itaú posicionamento sobre denúncias de funcionários que estão sendo desligados por não terem as certificações CPA 10 e CPA 20. Os representantes da empresa afirmaram que esta não é uma política institucional.
Em breve, a Comissão e direção do Itaú devem negociar sobre parcelamento da devolução antecipação salarial feita pelo banco aos funcionários que se afastam para tratamento de saúde, bancos de horas negativas, além de diversidade e segurança bancária.
