Salvador terá ato contra reforma da previdência nesta quarta

Enquanto o governo tenta votar a reforma da previdência esta semana a todo custo, o movimento sindical mantém a mobilização para tentar impedir a aprovação do projeto que acaba com a aposentadoria do trabalhador brasileiro. Nesta quarta-feira, 10 de julho, as centrais sindicais vão realizar um ato contra a reforma a partir das 10h, na praça da Piedade em, Salvador.
O evento é parte de uma semana de mobilização, que inclui a realização de assembleias e manifestações em todo o país para conscientizar a população sobre a importância de derrotar a proposta em tramitação no Congresso Nacional.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 006/2019) da reforma da Previdência e que foi aprovada por 32 votos a 13 na Comissão Especial, que trata do tema na Câmara dos Deputados, acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição – que hoje é de 30 anos para a mulher e 35 para os homens. Impõe uma idade mínima de 62 (mulheres) e 65 (homens) e a obrigatoriedade de 40 anos de contribuição para quem quiser se aposentar com o salário integral.
A proposta do governo de Jair Bolsonaro também diminui o valor do benefício. Hoje com 15 anos de contribuição, homens e mulheres se aposentam com 85% das 80% maiores contribuições, excluindo as 20% menores. Com a reforma, esse valor passa a ser de apenas 60% com 20 anos de contribuição dos homens e 15 anos das mulheres. Ambos os sexos já saem perdendo 25% do benefício.
A diferença é que no texto do relator, os homens, além de perderem esse percentual, vão ter de trabalhador mais cinco anos, pois somente com 20 anos de contribuição poderão pleitear a aposentadoria. Especialistas estimam que milhões de trabalhadores e trabalhadoras não conseguirão se aposentar. A média de contribuição anual é de apenas cinco meses em função da alta rotatividade do mercado de trabalho brasileiro. Isto significa que para grande número de trabalhadores serão necessários no mínimo 40 anos de trabalho para alcançar o tempo mínimo de contribuição.
