Seeb Bahia apresenta insatisfações dos funcionários ao BB
Durante reunião com o superintendente estadual do Banco do Brasil, Marcos Ticianeli, nesta segunda-feira (9/1), os diretores do Sindicato dos Bancários da Bahia apontaram as principais denúncias e problemas relacionados à reestruturação e ao TAO Especial, programa de Talento e Oportunidades.
Entre as muitas denúncias que o Sindicato recebeu, está a pressão para que os assistentes de 8h façam adesão da carga horária de 6h e coação dos empregados que têm ações judiciais requerendo a 7ª hora, sob pena de serem preteridos na seleção. Outra reclamação diz respeito às entrevistas que, na verdade, são utilizadas por alguns gestores no intuito de apadrinhamento.
Para o diretor do Sindicato Fábio Lédo "este comportamento é inadmissível, pois trata-se de concorrência em lateralidade, ou seja, estes funcionários já foram entrevistados e selecionados anteriormente para exercerem a função, sendo totalmente inaceitável a realização de nova entrevista".
O superintende Marcos Ticianeli se comprometeu que as entrevistas não serão mais realizadas. Além disso, a entidade levantou o caso do escritório private. Das quatro vagas existentes para nomeação de assistente, todas foram preenchidas por funcionários de outros estados. Vale lembrar que foi dito que os bancários da praça teriam prioridade, regra não observada pelo banco. Questionado, o superintendente salientou que esta agência é ligada a outra diretoria. Portanto, não há como interferir.
O Sindicato também falou sobre a migração de três vagas da CABB (Central de Atendimento Banco do Brasil) para São Paulo. Vale ressaltar que a instalação da CABB em Salvador decorreu da negociação do governo do Estado com o banco. O que se observa é o enxugamento paulatino da CABB, a caminho da extinção. A dotação, que já foi de 270 funcionários, é de apenas 67.
Outro ponto é achar uma solução para realocar os funcionários que serão impactados com a mudança de alguns setores que serão migrados para outros estados, como Audit e Gecoi. Um abaixo-assinado contendo 1.600 assinaturas contra o fechamento da agência do IAPI, em Salvador, foi entregue ao representando do banco.
Também foi questionado o fechamento do posto de atendimento de Ibitira, no interior da Bahia. O superintendente informou que o BB tenta reverter a situação, já que as atividades do local seriam encerradas porque a Prefeitura havia dito que não mais pagaria o aluguel do imóvel. Depois, voltou atrás.
O Sindicato mantém a expectativa de que a relação com a superintendência possa minimizar os impactos. Segundo o superintendente, muitas das soluções levantados pelo Sindicato dependem de decisão da direção do BB. “O Sindicato não dará trégua ao banco nem ao governo enquanto não tiver soluções quanto aos problemas das agências e dos funcionários”, pontua o presidente da entidade, Augusto Vasconcelos.
Reunião
Nesta terça-feira (10/01), às 14h30, em Brasília, acontece reunião entre a CEBB (Comissão de Empresa do Banco do Brasil) e a direção da instituição. Na pauta, TAO Especial e liberação de ascensão para alguns grupos de função.
Fonte: Seeb Bahia.
