SEEB-SE promove curso de paternidade responsável
Para além de garantir o direito de 20 dias de licença-paternidade, o embrionário curso de Orientação à Paternidade Responsável tem um grande desafio pela frente: romper o comportamento machista com relação às tarefas e cuidados com os bebês. Esse é um dos desafios defendidos pela presidenta do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE), Ivânia Pereira.

Organizado pelo SEEB/SE, a nova turma do curso traz um perfil diferente das outras. “A maioria dos inscritos não está na eminência de serem pais. Querem planejar o casamento e assim o nascimento dos filhos”, conta a orientadora do curso, Monique Daniela Lima Cabral. Ela é enfermeira e gerente de UTI Neonatal. O jornal Resistência ouviu os participantes que estão prestes a serem pais. Dentre eles, João Roberto, da Caixa Econômica, que aguarda a chegada do terceiro filho; e Edicarlos, do Banese, que vai experimentar a paternidade este ano.
“É o ideal. É tudo o que se espera de uma politica pública, é a participação consciente e cidadã do casal na construção de uma sociedade, conscientização com o planejamento familiar. Ao mesmo tempo Precisamos desconstruir o machismo com ações como essa ”, diz a enfermeira.
Entre os que aguardam o nascimento de seus rebentos(s), está participando da orientação o funcionário da Caixa Econômica, João Roberto Oliveira, 50 anos de idade e 28 de banco. Ele é pai de Roberta (30 anos) e do segundo casamento, João tem uma menina de um ano, a Ayla, e aguarda o nascimento de Arthur.
“O curso é muito esclarecedor. Essa nova sociedade exige um papel mais atuante do homem no compartilhamento com os trabalhos e cuidados com os bebês. Exige mudanças de postura com uma geração de pais mais atuantes nas tarefas domésticas”, analisa João.
Aguardando ansiosamente o primeiro filho, Edicarlos Nogueira Araújo é funcionário do Banese e tem 30 anos de idade. Ele afirma que na família tem bons exemplos de pais dedicados. “Eu tenho três irmãos que dividem com as esposas os cuidados com a saúde e educação dos filhos”. Diferente, a esposa a assistente social, Aline Rocha Nogueira é filha única. “Como não tive irmãos, eu não tenho experiência nesses cuidados. Esse curso será uma grande oportunidade”, disse.
Por Déa Jacobina. Ascom SEEB/SE
