Segundo Valor Econômico, Caixa não vai abrir mais o capital
Segundo o jornal Valor Econômico desta segunda-feira (09), o governo desistiu de abrir o capital da Caixa, como anunciou a presidente Dilma Rousseff no fim de 2014, e vai fazê-lo apenas na Caixa Seguros. A seguradora mantém sociedade com a francesa CNP Assurances, que detém o controle, com 51,75% do capital. Os 48,2% restantes pertencem a Caixa, que poderá ofertar parte desse valor ao mercado.

A idéia é reproduzir o modelo aplicado à BB Seguridade, cujo IPO (oferta pública inicial) foi feito em 2013. As primeiras avaliações do governo indicaram que a privatização da Caixa, mediante abertura de capital, seria um processo muito demorado, pouco lucrativo e ainda poderia paralisar os investimentos sociais da instituição.
Movimento em defesa da Caixa - Ao se confirmar esta notícia, comprova-se a importância da luta do movimento sindical em defesa da Caixa. Foram várias manifestações e protestos em todo o país com a participação das entidades sindicais bancárias e as centrais, além da audiência na Câmara dos Deputados e criação do Comitê Nacional em Defesa da Caixa 100% Pública.
"Esta foi a primeira vitória da mobilização dos trabalhadores, mas precisamos manter a mobilização e examinar em profundidade os reflexos da venda das ações da Caixa Seguros, pois o governo ainda não se posicionou oficialmente", avalia Emanoel Souza, presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe.
Comitê em Defesa da Caixa - A primeira reunião do Comitê em Defesa da Caixa 100% Pública aconteceu na última sexta-feira (06/03), na sede da Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal), em Brasília. O grupo foi criado no último dia 25 de fevereiro durante ato na Câmara dos Deputados, por várias centrais sindicais, inclusive a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil).
O Comitê tem o objetivo de unificar e fortalecer ações e definir calendário de novas mobilizações no país. "Foi uma excelente reunião, reafirmando o grau de unidade do ato do dia 25 de mês passado, defendendo ações nas ruas, nas redes e nos espaços institucionais para garantir uma caixa econômica 100% publica", afirma Emanoel Souza.
Com Informações do Valor Econômico
