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Terça tem protesto contra abertura do capital da Caixa

caixa capital

A Caixa é um patrimônio do povo brasileiro e deve continuar 100% pública. É para se opor veementemente contra qualquer tentativa de abertura de capital do banco, que os sindicatos da base e a Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe realizam manifestações em diversas cidades na próxima terça-feira, 20 de janeiro.

Em Salvador, o ato acontece no edifício 2 de Julho, Paralela, às 12h. A recomendação do Sindicato da Bahia é para que todo mundo vista roupa preta para manifestar indignação.

Em Itabuna, o protesto será na agência Grapiúna, na Avenida Cinquentenário, Centro, às 10h.

O Sindicato de Juazeiro vai realizar atividades nas agências, com distribuição de material informativo e um broche em defesa da Caixa.

Em Jacobina, o sindicato vai levar faixas e cartazes para a agência da Caixa, além de englobar todos os funcionários na manifestação. A imprensa local já foi convocada para o ato.

O Seeb Sergipe promove uma manifestação  às 08h, em frente à Superintendência Regional da Caixa, localizada na Avenida Adélia Fonte, na rótula da Hermes Fontes, em Aracaju.     

O protesto em Irecê começa às 8h, em frente à agência da Caixa, com a distribuição de camisas pretas da campanha contra a abertura do capital da empresa  para os funcionários.  

Em Vitória da Conquista, as agências da Caixa ficarão fechadas até às 11h.

Em Jequié, a manifestação será realizada na Caixa Serigy, localizada na rótula da Avenida Hermes Fontes.

Em Feira de Santana,  a manifestação será às 9h, na agência principal da Caixa localizada na Rua Tertuliano Carneiro no centro financeiro da cidade.

Papel importante

Com mais de 100 mil empregados em 3.362 agências espalhadas por todo o Brasil, a Caixa é um banco 100% público com um volume de ativos totais que ultrapassa R$ 1 trilhão. De janeiro a setembro de 2014, o lucro líquido foi de R$ 5,3 bilhões e as transações somaram R$ 1,72 bilhão.

Além desse peso comercial, a Caixa cumpre um importante papel no desenvolvimento de políticas públicas de distribuição de renda e inclusão, principalmente no que se refere ao acesso à moradia, com os programas Minha Casa, Minha Vida e Minha Casa Melhor. Somente o Minha Casa, Minha Vida beneficiou mais de 6 milhões de brasileiros.

Para o presidente da Feebbase, Emanoel Souza, a justificativa de abrir o capital da Caixa para reforçar em R$ 20 bilhões o saldo para o superávit primário “é um contracenso”.

Para ele, a Caixa não é somente um banco público com importante papel social, mas um banco com capacidade de intervir no mercado brasileiro. “O Estado estaria abrindo mão de ter um instrumento que regulamente o mercado financeiro. Um instrumento capaz de fazer o mercado, em determinados momentos, se subordinar aos interesses maiores do país. Ao contrário, a abertura de capital subordina o banco a lógica do mercado”.

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