Trabalhadores realizam vigília contra a reforma trabalhista em Salvador
Após muitos dias de chuva, o sol se firmou na capital baiana nesta terça-feira (7/11) com o intuito de ajudar os trabalhadores a irem às ruas para dizer não à reforma trabalhista, que pode ser votada pelo Senado Federal a qualquer momento.

Representantes da CTB Bahia e da Frente Brasil Popular estiverem presentes nesta tarde para uma vigília, na Praça da Piedade, onde puderam expressar seu sentimento de repulsa a essa reforma que altera mais de 100 artigos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
O presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza, esteve presente no movimento e alegou que é preciso construir uma nova agenda política para o país. “Trabalhador tem que fazer parte da política e nós não podemos esperar 2018, a hora é agora. A tentativa de golpe continua com estas reformas, tanto a trabalhista quanto a da previdência, por isso não podemos sair das ruas, temos que reafirmar esta luta e ir em direção a vitória sempre”, conclui.

O presidente da CTB Bahia, Pascoal Carneiro, afirmou que aqui na Bahia a Central está fazendo um trabalho forte com os três senadores para votarem contra a esta reforma. “Nós já conseguimos a garantia do voto de dois, mas não vamos desistir deste terceiro, porque precisamos que esta luta tenha um fim positivo para os trabalhadores. Vale ressaltar, que vamos divulgar o nome dos senadores que votarem a favor da reforma, para que os trabalhadores não votem nestas pessoas nunca mais”, afirma Pascoal.
Com mais de 14 milhões de desempregados, o governo e a base parlamentar que lhe dá sustentação querem impor uma reforma que vai alterar significativamente a dinâmica das relações de trabalho no Brasil, colocando os trabalhadores em situação de extrema vulnerabilidade, com a prevalência do negociado sobre o legislado.

Com esse modelo, combinado com a já aprovada terceirização irrestrita, conquistas históricas dos trabalhadores irão para a lata do lixo. A precarização do trabalho e o trabalho análogo à escravidão poderão ser a regra a partir de então.
