Trabalhadores se mobilizam pela aprovação do fim da escala 6x1 no Senado

O Senado realiza nesta quarta-feira (7/10) a segunda sessão de discussão sobre as propostas que tratam do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho. O tema, que mobiliza trabalhadores em todo o país, deve avançar para a votação em primeiro turno na próxima semana, conforme sinalização do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A propsota é defendida pelo presidente Lula, que vem pressinando os senadores a votar a o fim da escala antes do segundo turno das eleições.
A discussão ocorre em meio à crescente mobilização de sindicatos, movimentos sociais e trabalhadores pela adoção de uma jornada que garanta mais tempo para descanso, convivência familiar, estudos, lazer e cuidados com a saúde.
A proposta em debate prevê o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso e a redução da jornada máxima para 40 horas semanais, sem redução de salários, com a garantia de dois dias de descanso por semana.
Resistência à mudança
Enquanto a mobilização pelo fim da escala 6×1 cresce, setores da direita se posicionam contra a medida. O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) criticou a proposta e defendeu uma jornada de trabalho considerada por ele mais flexível, sob o argumento de garantir “liberdade para o trabalhador”.
Para as entidades representativas da classe trabalhadora, entretanto, a discussão não pode ser reduzida à ideia de uma suposta liberdade individual para negociar jornadas. O debate envolve direitos trabalhistas, saúde, qualidade de vida e a necessidade de estabelecer limites à exploração da força de trabalho.
A redução da jornada sem diminuição salarial é uma reivindicação histórica do movimento sindical e vem sendo defendida como uma medida capaz de melhorar as condições de vida dos trabalhadores, além de contribuir para a geração de empregos e para o aumento da produtividade.
