Twitaço contra demissões no Itaú é um dos assuntos mais comentados do Brasil

Os bancários mostraram força e mais uma vez colocaram a campanha contra as demissões no Itaú entre os assuntos mais comentados do Brasil nesta sexta-feira (9/10). Com a hashtag #ItauPareDeAmeçarMeusPais, o twitaço começou às 11h e denunciou o banco por descumprir o acordo de não demitir durante da pandemia e de tentar impedir que os trabalhadores participem das manifestações nas redes sociais.
Não há motivos para demissões no Itaú, que obteve lucro líquido de mais de R$ 8 bilhões no primeiro semestre do ano, apesar do aumento da provisão para devedores duvidosos (PDD). “Mesmo tendo tanto lucro, o banco demite pais e mães de família, demonstrado total falta de respeito e compromisso com os seus funcionários”, afirmou o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Hermelino Neto.
No último dia 2 de outubro, após um twitaço vitorioso, o banco enviou comunicado aos empregados alertando sobre as políticas contra publicações nas redes sociais que possam atingir sua imagem. A mensagem foi interpretada como uma tentativa de ameaça aos funcionários para que eles não participem dos protestos.
A estratégia não deu certo e as manifestações virtuais contra as demissões no banco seguiram a todo vapor nesta sexta-feira (10).
“Estamos na luta para mobilizar a sociedade e mostrar as maldades do Itaú. Temos o dever de informar clientes, acionistas e a sociedade que o banco que investe milhões em campanhas publicitárias tem demitidos pais e mães em plena pandemia, sem nenhuma responsabilidade com seus funcionários”, ressaltou a integrante da Comissão de Organização dos Empregados do Itaú e diretora da Feebbase, Andréia Sabino.
