Bancários do Itaú definem ações em defesa do emprego
A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, reunida nesta quinta-feira (17), em São Paulo, debateu o impacto sobre o emprego com a criação das agências digitais e os encaminhamentos para os debates com o banco sobre o Programa Complementar de Resultados (PCR).

As agências digitais, que fazem atendimento de forma online além do horário bancário, têm levado o Itaú cortar postos de trabalho. Apenas este ano, na base da Federação da Bahia e Sergipe, 75 empregados foram demitidos.
Para o secretário geral da Federação, Hermelino Neto, presente na reunião, "o banco não cumpre nenhum papel social. O único objetivo é o lucro. As agências digitais têm o intuito de expulsar a população das unidades".
Ficou definida a realização de atividades em todo o Brasil em defesa do emprego e a elaboração e distribuição de um jornal sobre esta questão no Itaú. Além disso, os bancários também definiram que discutirão com o banco o pagamento de um valor do PCR condizente com os altos lucros que o Itaú vem obtendo, rentabilidade de 23,5% em 2014. Também vão reivindicar o reajuste condizente com este resultado, com o valor das 5.500 bolsas de estudo dos funcionários.
Com informações da Contraf e SEEB-BA

