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Conferência dos bancários debate emprego, saúde e segurança

Na 17ª Conferência Nacional dos Bancários, que ocorreu de 31/07 a 02/08, em São Paulo, os delegados e delegadas discutiram propostas em defesa do emprego da categoria. Entre os principais pontos aprovados estão a inclusão de artigo em que se reivindica a garantia dos empregos de todos os trabalhadores abrangidos pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) durante a vigência da mesma e a ratificação do Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.

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Outro item definido da pauta é a determinação de no mínimo 15 funcionários por agência bancária, sendo que desses pelo menos dois desempenhem a função de caixa. Além disso, será reivindicada a redução da jornada de trabalho para 5 horas diárias e 25 horas semanais, com intervalo de 15 minutos para descanso. Também se condiciona a ampliação do período de atendimento bancário ao público à criação de outros turnos de trabalho, com a proibição de funcionamento de agências, inclusive das agências de negócios, aos sábados, domingos e feriados.

Saúde e segurança - Os debates sobre saúde na Conferência Nacional envolveram temas como combate ao assédio moral, metas abusivas, reabilitação profissional e acidentes de trabalho. Os bancários aprovaram a proposta de revogação e de uma nova redação para o artigo 81º da pauta, que trata de reabilitação profissional, pois os bancos têm implantado programas de readaptação que não levam em conta as demandas do trabalhador.

Os bancários também discutiram a extensão integral de benefícios para funcionários afastados por problemas de saúde, ampliação da licença maternidade para pais de crianças adotadas, independente da idade, além da redução de jornada para mães que amamentam por um período maior, de 12 meses.

Sobre segurança, os bancários querem o fim da revista de funcionários, que ainda é praticada em muitas agências pelo País, e a extinção das tarifas bancárias para transferências de dinheiro, as chamadas de DOCs e TEDS, com o objetivo de combater o crime de "saidinha bancária".

A categoria reivindicará também a permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, a abertura e o fechamento remoto das agências, a instalação dos biombos nos caixas e melhor atendimento aos bancários e demais vítimas de assaltos.

Mídia de campanha - "Exploração não tem perdão". Esse é mote da mídia da Campanha Nacional dos Bancários 2015, que foi apresentada na 17ª Conferência Nacional. Na mídia, serão levadas em conta questões como terceirização, o assédio, a discriminação entre outros problemas que atentam contra os direitos da categoria bancária.

A proposta da mídia prevê a utilização de sete eixos que foram denominados de 7 pecados do capital: assédio, discriminação, ganância, irresponsabilidade, mentira, ostentação e terceirização. A ideia é mostrar que os banqueiros são exploradores dos bancários.

Com informações da Contraf

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