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Bancários assinam renovação da CCT até 2028

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O Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) assinaram nesta quarta-feira (9/9), o a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que tem validade até 31 de agosto de 2028. Com a isso, os trabalhadores receberão a primeira parcela da participação nos lucros e resultados (PLR), referente ao adiantamento do exercício de 2026, até o final de setembro.

A assinatura do acordo garante reajuste com reposição total da inflação (INPC) mais aumento real de 0,6%, para 2026 e 2027, nos salários e nas demais verbas econômicas, incluindo vales alimentação (VA), refeição (VR), auxílio creche/babá e PLR, tanto na regra básica quanto na parcela adicional.

O acordo assinado também preserva todos os direitos da CCT e avança em novas conquistas relacionadas à saúde, melhores condições de trabalho e proteção ao emprego.

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Para a presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (Feebbase), Andréia Sabino, esta foi uma das campanhas mais complexas e desafiadoras dos últimos tempos. “Nós sabíamos, desde o início, que não seria uma campanha fácil. O fim da ultratividade, o avanço acelerado da inteligência artificial, a digitalização, o fechamento de agências, a redução de postos de trabalho, as profundas transformações no sistema financeiro e um cenário político extremamente complexo colocaram diante de nós desafios enormes. E precisamos dizer com toda clareza: este não foi o reajuste pelo qual lutamos e que consideramos justo para uma categoria que constrói, todos os dias, os lucros bilionários do sistema financeiro. Os bancos seguem em dívida com seus trabalhadores. E nós continuaremos dizendo isso”.

“Mas também precisamos reconhecer a força daquilo que conseguimos construir. Em um cenário tão adverso, conseguimos preservar direitos, renovar nossa CCT e avançar em cláusulas sociais importantes. Conseguimos aumentar o custo das demissões para trabalhadores atingidos pelo fechamento de agências, garantir mecanismos de proteção e recolocação profissional e conquistar avanços que respondem a problemas concretos vividos pela categoria. Nada disso foi concessão dos bancos. Foi resultado de negociação, pressão, mobilização e organização coletiva. Por isso, a assinatura da CCT não representa o fim da nossa luta. Representa mais uma etapa. Nossa luta continua nas comissões de empresas, nas mesas de negociação, no acompanhamento permanente do cumprimento da Convenção e no Comando Nacional, cobrando cada compromisso assumido e mantendo na pauta aquilo que ainda não conseguimos conquistar. Seguimos sabendo de que lado estamos”, ressaltou Andréia, que integra o Comando Nacional dos Bancários.

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