Logo

Debate sobre PLR marca a terceira negociação com o BNB

A discussão sobre o modelo de distribuição da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) foi om tema centra da terceira rodada de negociação entre a Comissão Nacional dos Funcionários (CNFBNB) e a direção do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), realizada nesta quinta-feira (23/7), em Fortaleza. O encontro marcou o início dos debates das cláusulas econômicas da minuta de reivindicações do funcionalismo.

23.7.26 3 negociacao bnb b3a8f

Durante a negociação, os representantes dos funcionários reforçaram a importância da manutenção do atual modelo de PLR, que foi amplamente defendida pelos trabalhadores durante o dia de mobilização, realizado nesta quinta em todas as bases de atuação do banco.

“Os funcionários do BNB na Bahia e Sergipe participaram ativamente da mobilização. Na Bahia foram realizadas manifestações em 36 das 57 agências, além do prédio central do BNB, em Salvador, onde funcionam diversos departamentos. Em Sergipe, teve atividade em 12 das 17 agências e também um café da manhã no prédio central, em Aracaju”, informou o diretor da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (Feebbase), Waldenir Brito, que integra a CNFBNB.

Apesar da mobilização dos bancários, a direção do BNB ainda não garantiu a manutenção do modelo atual. O banco informou que a PLR dos últimos dois anos teve caráter histórico porque combinou a excepcionalidade da distribuição de 48% dos dividendos com os resultados expressivos alcançados pelo BNB. Segundo o banco, estão sendo feitos esforços para garantir a manutenção desse modelo, com expectativa de resposta positiva até o fim da campanha salarial.

A diretora de Administração e TI, Ana Teresa Barbosa, solicitou que o debate sobre a PLR seja retomado após a divulgação do balanço semestral do BNB, prevista para ocorrer até o fim da primeira quinzena de agosto. Para ela, os números do semestre podem fortalecer a argumentação junto às instâncias governamentais pela autorização do modelo de distribuição.

Além da manutenção do modelo atual, os funcionários reivindicam o pagamento da PLR no primeiro dia útil após a publicação do balanço, a ampliação do montante de distribuição para 75% dos dividendos, o aumento do teto individual para sete salários e uma PLR Social linear de 7%. “Pelo papel social que o banco desempenha e por seu caráter de banco de desenvolvimento, o funcionário do BNB merece ser valorizado”, destacou Robson Araújo, coordenador da CNFBNB.

PCR volta à mesa

A Comissão Nacional voltou a questionar o banco sobre a tramitação da proposta de revisão do Plano de Cargos e Remuneração (PCR). O BNB informou que há um empecilho legal para aprovação do plano neste ano em razão do período eleitoral, mas se comprometeu a apresentar às entidades sindicais as linhas gerais da proposta na próxima reunião. O banco também afirmou que segue envidando esforços para aprovar a proposta tão logo seja possível retomar o debate com as instâncias federais.

A CNFBNB defendeu ainda que o piso salarial seja equivalente ao salário mínimo calculado pelo Dieese e cobrou que, para fins de promoção, sejam descontados apenas os dias de afastamento que ultrapassarem 180 dias, como ocorre atualmente na Caixa. Segundo Robson Araújo, a regra atual prejudica muitos trabalhadores, pois afastamentos por saúde a partir de 16 dias no ano já podem levar à perda da promoção.

A Comissão Nacional informou ainda que o plano de funções também deverá entrar em debate nas próximas rodadas de negociação.

Os bancários da Bahia e Sergipe foram representados na negociação pelo diretor da Feebbase Waldenir Britto; pela diretora do Sindicato da Bahia Jeane Marques e pelo diretor do Sindicato de Sergipe João Welligton.

Próxima rodada

A próxima rodada de negociação tem indicativo para o dia 6 de agosto, em Fortaleza, e dará continuidade ao debate das cláusulas econômicas.

Template Design © Joomla Templates | GavickPro. All rights reserved.