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Paralisação pressiona bancos por proposta decente na segunda-feira

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A paralisação dos bancários na quinta-feira (20/8) foi um grande sucesso. Agências dos bancos públicos e privados passaram o dia fechadas nos quatro cantos do país, mostrando a disposição de luta da categoria. A pressão agora está com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) que precisa apresentar propostas para as reivindicações dos trabalhadores na rodada de negociação marcada para segunda-feira (24), em São Paulo.

Os bancários estão cansados da enrolação da Fenaban e não podem mais esperar por uma proposta decente para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). O setor lucrou R$ 171 bilhões em 2025 e os resultados do primeiro semestre mostram que este montante será ainda maior em 2026. Portanto, os bancos têm plenas condições de atender à pauta de reivindicações da categoria.

As negociações foram iniciadas oficialmente em 24 de junho e a Fenaban vem apresentando postura de resistência às reivindicações da categoria. Até agora, além de não apresentar propostas concretas e índice de remuneração, os bancos têm adotado um tom de ameaça à mesa unificada de negociação e aos direitos da categoria. Já chegaram ameaçar separar as negociações entre bancos públicos e privados, a oferecer auxílio alimentação com valores diferenciados por local de atuação do trabalhador, congelamento do piso de ingresso e aumento escalonado em três níveis. Nada disso interessa aos bancários que recusaram as propostas por 97% dos votos, em média, nas assembleias realizadas no dia 17 de agosto, nas quais aprovaram também a paralisação do dia 20.

Os bancários já deram o recado, cabe agora à Fenaban apresentar uma proposta decente. Entre as reivindicações dos trabalhadores estão o fim das demissões em massa e do fechamento de agências; valorização dos trabalhadores por meio do aumento real nas remunerações (como salário, PLR, vales refeição e alimentação); e o combate ao alto índice de adoecimento mental, provocado pela gestão por metas abusivas, que, além de pressionar e sobrecarregar os trabalhadores, funciona como uma porta de entrada para o assédio moral.

A categoria também quer o fortalecimento de ações por igualdade de oportunidades, para que o setor elimine distorções que impedem mulheres, negros e negras, pessoas com deficiência (PCD) e LGBTQIA+ de terem as mesmas condições de remuneração e ascensão dentro dos bancos.

A categoria espera ansiosa pela negociação desta segunda e segue mobilizada para garantir os seus direitos.

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