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Primeira negociação com a Fenaban debate PCDs, jornada 4x3 e direito à desconexão

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O Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) se reuniram nesta quinta-feira (2/7), em São Paulo, para a primeira rodada de negociação da campanha salarial 2026 da categoria. O debate para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) começou com as cláusulas sociais.

Na mesa, os representantes dos bancários apresentaram as reivindicações relacionadas às Pessoas com Deficiência (PCDs), implementação da escala 4x3 (quatro dias de trabalho e três dias de descanso, defesa do teletrabalho, direito à desconexão e segurança bancária digital.

PCDs

Para começar, o Comando Nacional reivindicou o aumento de contratações de PCDs e que os mesmos tenham garantia de ascensão profissional. De acordo com a RAIS, o setor bancário possuía 18,7 mil trabalhadores PCDs em 2025 – número que representa 4,5% da categoria bancária. Em 2012 esse percentual era de 2,4%. Apesar desse avanço, em termos de percentual, o setor registrou um decréscimo de bancários e bancárias PCDs: entre 2020 e abril de 2026, os bancos admitiram 7.840 pessoas com deficiência e desligaram 8.361, resultando no saldo negativo de 521 postos de trabalho para trabalhadores com deficiência na categoria.

O Comando Nacional também reivindicou o abono de faltas em caso de necessidade dos trabalhadores PCDs e aos pais e mães de crianças PCDs, para tratamentos ou exames de seus filhos.

A Fenaban respondeu que analisará as demandas do Comando Nacional.

Escala de trabalho 4x3

O Comando Nacional destacou que o processo de automação e usos de novas tecnologias no setor viabiliza a implementação da escala 4x3: quatro dias de trabalho e três dias de descansos. O movimento sindical pontuou ainda que a redução de jornada teria o potencial de gerar mais de 429 mil empregos bancários - aumento de 103% do número de trabalhadores no setor. Além disso, resultaria em ganhos na qualidade de vida dos bancários.

Sobre esta demanda, a Fenaban propôs um estudo conjunto com os sindicatos sobre os impactos e a viabilidade da implementação da escala 4x3 no setor bancário.

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Teletrabalho e direito à desconexão

O Comando Nacional defendeu ainda a manutenção do teletrabalho, como uma conquista importante da categoria, obtida desde as negociações de 2020, ano da pandemia. O movimento sindical também cobrou que os bancos garantam o direito à desconexão, para que os trabalhadores não recebam mensagens das empresas nos intervalos, momentos de repouso, feriados, férias, licenças legais ou convencionais.

Segurança bancária

Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública mostram que entre 2023 e parte de 2026, foram registradas 340.140 fraudes digitais bancárias no país. Entre 2023 e 2025, o total de ocorrências cresceu 60,8%, passando de 74.371 em 2023 para 119.611 em 2025.

Para o movimento sindical, a redução do atendimento presencial nas agências está deixando a população mais expostas a fraudes digitais. Por isso, o Comando reivindicou a contratação de mais bancários para equilibrar o atendimento físico e digital.

Ultratividade

O Comando Nacional reivindicou que a Fenaban assinasse um termo garantindo o princípio da ultratividade, com a extensão da validade de todas as cláusulas da CCT até a assinatura de um novo acordo.

A Fenaban, entretanto, se negou a assinar um documento de ultratividade, repetindo o comportamento de anos anteriores.

“A primeira rodada de negociação já nos permite avaliar que teremos muitos desafios nesta Campanha Nacional. Sabemos que nenhuma conquista vem facilmente. Mais uma vez, será preciso firmeza na mesa de negociação e muita mobilização da categoria para avançarmos, garantirmos os direitos já conquistados e ampliarmos novas conquistas. Seguiremos defendendo melhores condições de trabalho, mais qualidade de vida, respeito e valorização para todos os bancários e bancárias”, destacou a presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Andréia Sabino, que integra o Comando Nacional dos Bancários.

Próxima negociação

A próxima mesa de negociação no âmbito da Campanha Nacional acontecerá na terça-feira, 7 de julho, quando o movimento sindical reivindicará medidas em defesa do emprego.

Os dirigentes sindicais organizam um dia nacional de luta para a próxima segunda-feira (6), com manifestações nas redes sociais e nas ruas. O objetivo é mobilizar a categoria em defesa do emprego, contra as demissões e fechamento de agências.

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