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Saúde e condições de trabalho na pauta da primeira negociação com o BNB

30.6.26 1 negociacao bnb a3896

Após a entrega da minuta de reivindicações, a Comissão Nacional dos Funcionários(CNFBNB) se reuniu com a direção do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), nesta terça-feira (30/6), para a primeira rodada de negociação da campanha 2026, para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). No encontro foram debatidas as cláusulas referentes a saúde e condições de trabalho.

A CNFBNB cobrou a realização de concurso público para todas as áreas, incluindo as áreas técnicas, como forma de melhorar as condições de trabalho nas agências e combater a terceirização, além de fortalecer o banco, apostando no crescimento da instituição.

A diretora de Administração e TI do BNB, Ana Teresa Barbosa, confirmou que o banco deve fazer novo concurso, pois o anterior já realizou todas as convocações, e prometeu dar mais informações na próxima rodada.

O BNB informou ainda que tem investido também em tecnologia para facilitar o trabalho bancário. A Comissão pediu que o banco tenha um olhar criterioso quando ao uso de Inteligência Artificial para que seja uma ferramenta utilizada para facilitar realmente o trabalho do bancário e não para substituí-lo.

O banco ressaltou que tem sido muito criterioso quanto ao uso de IA e que tem investido ainda em formação dos trabalhadores para o uso dessas ferramentas.

A CNFBNB cobrou também um acompanhamento preciso sobre o Convergente, promovendo a redução e adequação de metas e negociando as possíveis mudanças com o movimento sindical.

Os trabalhadores cobraram também melhorias quanto à realização e custeio de exames periódicos: que eles iguais para todos os funcionários e que o banco invista também em atividades laborais preventivas. O banco ficou de analisar. Outra reivindicação diz respeito a remoção/transferência para tratamento de saúde, para agência em centro com tratamento disponível. Outra solicitação é o abono de horas para tratamento fisioterápico, pois nas clínicas, geralmente, o atendimento é feito em horário comercial, ou seja, dentro do horário de expediente dos funcionários.

A representação dos bancários solicitou ainda que o BNB divulgue relatório de adoecimento para melhor acompanhamento das entidades sindicais.

Assédio, modelo de agência e concorrências

A representação dos funcionários solicitou que a apuração de denúncias de assédio, seja moral ou sexual, seja centralizada no Comitê de Ética do Banco que tenha um prazo máximo de 30 dias para apontar as providências que serão tomadas.

A Comissão Nacional solicitou também que o banco instale uma comissão paritária para criar um novo modelo de agências, com elevação do quantitativo de funcionários e de funções.

A CNFBNB reivindicou ainda a valorização dos processos de concorrências com mais transparência e obedecendo a ordem de classificação no processo, o que nem sempre acontece. O banco admite que esse é um processo falível, mas que está disposto a aperfeiçoar.

Os funcionários também querem a ampliação do teletrabalho, com pagamento de horas extras e que este não seja, obrigatoriamente, híbrido e tenha a possibilidade de ser totalmente remoto. O banco ficou de analisar.

Outros temas

A Comissão Nacional ainda cobrou sobre a situação dos prédios com várias unidades, que às vezes precisam de reforma ou manutenção e os funcionários não sabem como proceder. Essa é uma pauta recorrente na mesa permanente de negociação e o Banco informou recentemente que estava fazendo licitação para contratar uma empresa para solucionar essa questão. O banco ficou de informar a situação na próxima reunião.

A CNFBNB cobrou também que o Banco nomeie pelo menos um auxiliar para cada gerência média nas agências. Sobre esse assunto, o Banco convidou as entidades sindicais para participar de uma comissão paritária que vai debater as baixas autenticações e a migração dessas pessoas para outras funções. Essa comissão seria instalada após o fim da campanha salarial deste ano.

O banco informou que está fazendo um levantamento de pessoas aptas a migrar e, em alguns casos, oferecendo treinamentos necessários, mas garantiu que tudo será feito com calma e informando às entidades sindicais, o que já tinha ficado acordado na mesa de negociação permanente.

Os representantes dos funcionários solicitaram que, em casos de descomissionamentos, fosse realizado um processo justo, com amplo direito de defesa, e acompanhado pelas entidades sindicais.

Outra cobrança foi que banco que implemente sistemas mais atualizados, pois os atuais estão obsoletos. Os representantes dos trabalhadores destacaram que os empregados têm metas, recebem cobranças, e com os sistemas antigos e lentos, isso vem causando adoecimento.

Por fim, o banco informou que atendeu a solicitação da representação dos funcionários e vai reabrir o prazo para adesão à suspensão dos empréstimos e CDC’s para julho e agosto.

“Hoje iniciamos um processo bastante importante na construção de nossa luta específica no BNB. Iniciamos a negociação com o banco, discutindo as propostas que foram construídas ao longo do tempo. Nós temos grandes desafios enquanto trabalhadores e temos que participar ativamente de todos os eventos da campanha para fortalecer essa luta. A Comissão Nacional não tem força nenhuma se a base não estiver presente e não estiver pressionando. É fundamental que cada companheiro, cada companheira do BNB, esteja atento e acompanhando para que a gente consiga nessa campanha direitos fundamentais, como as condições de saúde e de trabalho, que são tão importantes para o nosso dia a dia”, ressaltou o diretor da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe Waldenir Brito, que integra a CNFBNB.

A próxima rodada de negociação está agendada para o dia, 9 de julho, em Fortaleza.

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