Sem proposta da Fenaban, bancários preparam uma grande paralisação na quinta

Para frustração geral da categoria, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não apresentou proposta de reajuste, nem a nenhuma das reivindicações da categoria na rodada de negociação desta terça-feira (18/8). Mesmo com as cobranças do Comando Nacional dos Bancários, os bancos decidiram empurrar a negociação para a próxima segunda-feira (24), quando prometeram apresentar uma proposta global.
A negociação desta terça-feira começou tensa. A Fenaban pausou a reunião logo após o Comando apresentar o resultado das assembleias realizadas em todo país, nas quais os trabalhadores rejeitaram com a proposta de congelamento do piso de ingresse e de reajuste escalonado em três faixa, a média de 97% dos votos, e aprovaram uma paralisação para a quinta-feira (20), com 90% dos votos.
Diante dos resultados, a Fenaban retirou as propostas de reajustes por faixas salariais, fragmentação do aumento dos vales refeição e alimentação entre cidades maiores e menores, e de congelamento do piso de ingresso para os novos bancários. Depois pediu uma pausa.
Na volta, os representantes dos bancos disseram que só prosseguiriam com as negociações se a categoria desistisse das paralisações na quinta-feira (20). O Comando Nacional recusou. Afinal, a paralisação é uma resposta à enrolação dos bancos que ainda não apresentaram propostas concretas.
O Comando Nacional também voltou a cobrar a garantia da ultratividade, que assegura que os direitos da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) continuem valendo mesmo após o fim do prazo de vigência, até que um novo acordo seja assinado. Porém, a Fenaban negou e ameaçou, mais uma vez, levar a negociação para o Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Após nova pausa a pedido dela mesma, a Fenaban retornou à mesa anunciando que as negociações serão retomadas na segunda-feira (24), porque terão uma reunião com todo o setor, na sexta (21), para alinhar a proposta global.
“Diante desse cenário, a paralisação de quinta-feira se torna ainda mais importante. Precisamos fazer um grande movimento, parando o máximo de agências possível, para mostrar o poder da mobilização da categoria e passar o recado para a Fenaban, de que nós estamos unidos e mobilizados, que não vamos aceitar a retirada de nenhum direito e aguardamos uma proposta digna o mais rápido possível” ressaltou a presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Andréia Sabino.
Andréia integra o Comando Nacional dos Bancários, juntamente com os presidentes do Sindicato da Bahia, Elder Perez, e do Sindicato de Sergipe, Adilson Azevedo.
