Ato nesta quarta cobra justiça para Colombiano e Catarina

Na próxima quarta-feira,29 de junho, completa 12 anos que o casal Paulo Colombiano e Catarina Galindo foi assassinado quando chegavam em casa, no bairro de Brotas, em Salvador. Apesar de tanto tempo, os assassinos continuam soltos e a caso se arrasta na Justiça. Para cobrar Justiça, familiares e amigos do casal realizam um ato em frente ao Fórum Ruy Barbosa, nesta quarta, a partir das 9h.
Durante todo esse tempo de espera por uma condenação, as pessoas próximas a Colombiano e Catarina têm denunciado a morosidade do sistema de justiça, o que, para elas, tem significado seletividade penal e impunidade. “Quando é para prender criminosos poderosos, endinheirados, o processo é essa lentidão que nós estamos acompanhando agora”, desabafa Geraldo Galindo, irmão de Catarina.
A autoria dos crimes, descoberta pela polícia em 2012, é atribuída ao empresário e oficial aposentado da Polícia Militar Claudomiro César Ferreira Santana, ao seu irmão, o médico Cássio Antônio, apontados como mandantes, e aos funcionários dos dois, Adaílton de Jesus, Edilson Araújo e Wagner Lopes, que seriam os executores. Na decisão de primeira instância, Cássio Antônio foi retirado do processo, mas a acusação recorreu da decisão.
Os dois irmãos eram proprietários da MasterMed, empresa do ramo de plano de saúde que tinha um contrato com o Sindicato dos Rodoviários, onde Paulo Colombiano era tesoureiro. O processo tem revelado que as mortes foram planejadas por Claudomiro e Cássio depois de saberem que Colombiano havia descoberto uma fraude milionária na prestação de serviços ao sindicato e atuava para que providências fossem tomadas.
O assassinato aconteceu quando Colombiano voltava para casa, localizada no bairro de Brotas, depois de ter buscado no trabalho a esposa Catarina, que era funcionária e militante do Comitê Estadual do PCdoB na Bahia. Imediatamente, o caso ganhou repercussão na imprensa do estado, principalmente pela forma com que se deu a brutal execução do casal, à luz do dia e em uma das avenidas mais movimentadas da capital baiana.
Processo
O caso já tinha chegado à segunda instância do Judiciário, mas sofreu um revés em 2017, quando desembargadores da 2ª Turma da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) devolveram a sentença proferida em primeiro grau, que levava a júri popular os acusados. A alegação foi de que o primeiro juiz usou de ‘excessos de linguagem’ ao proferir a sentença.
Com a decisão, o processo deverá ter uma nova sentença de primeira instância, para a ‘adequação da linguagem’, mas só depois que forem apreciados todos recursos que a defesa apresentou aos tribunais de Brasília, com o objetivo de absolver os acusados. Um desses recursos foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 2020, mas os réus recorreram de novo.
A última movimentação no caso aconteceu em outubro do ano passado, quando o Ministério Público protocolou um requerimento para que fosse tomada uma decisão sobre o caso. Há quase um ano, o processo segue paralisado.

