Bancários mobilizados contra Estatuto das Estatais
Em um ato realizado na tarde desta quinta-feira (12/11), no Senado Federal, em Brasília, os bancários se uniram a trabalhadores de diversos segmentos para denunciar mais uma vez o perigo que o Projeto de Lei do Senado (PLS) 555, que trata do Estatuto das Estatais, representa para empresas públicas como a Caixa Econômica Federal e os Correios, por exemplo.

A Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe esteve representada no evento pelo presidente, Emanoel Souza, e a diretora Luciana Pacheco. A Fenae, CTB, CUT, Conlutas, Contraf, a FUP e outras entidades representativas dos bancários, petroleiros, eletricitários, dos trabalhadores dos Correios e da EPC participaram do debate. Os dirigentes do Sindicato da Bahia Olivan Faustino e César Cotrin também estavam presentes.
Na primeira mesa de debate, o consultor Legislativo do Senado Luiz Alberto dos Santos destacou o vício de origem do PLS, pois a iniciativa é prerrogativa do governo e não do Congresso. Chamou também atenção para a forma de transição, que é onerosa em momento de dificuldade fiscal.
Já o assessor da liderança do PT Carlos des Essarts Hetzel denunciou a forma como o PLS foi aprovado a toque de caixa em uma Comissão Especial Mista, sem qualquer discussão com a sociedade.

A segunda mesa foi coordenada pela Fenae e contou com a participação das centrais sindicais CTB, CUT e Conlutas, dentre outras entidades. Na sua intervenção o presidente da Feebbase, Emanoel Souza, representando também a CTB no ato, denunciou o perigo da aprovação do projeto neste momento em que as atenções estão voltadas para a crise politica. "Enquanto isto, a direita continua aprovando sorrateiramente sua agenda com projetos regressivos como a terceirização, o Estatuto da Família, a demarcação das terras indígenas, o fim do Estatuto do Desarnamento...etc. A nossa unidade e organização é o único caminho para barrar mais esta ofensiva", destacou.
No final do debate, foi lançado um documento assinado pelas entidades intitulado Frente em Defesa das Estatais e contra o PLS 555/2015.

