CEE e Comando Nacional cobram ações para resolver as filas na Caixa

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa e o Comando Nacional dos Bancários se reuniram com a direção da empresa e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) , por videoconferência, nesta segunda-feira (27/4), para debater o retorno dos funcionários afastados em virtude da pandemia do coronavírus e a questão das filas nas agências em todo o país.
Na reunião, a Caixa afirmou que está garantido e mantendo o rodízio entre os empregados e que a manifestação na plataforma queroatender.caixa é voluntário.
Ficou definido ainda que o empregado em rodízio, em época de retorno ao atendimento na agência, deverá realizar o registro do ponto normalmente e se necessário, o registro das horas extras trabalhadas. A alteração no sistema deve acontecer para garantir os direitos dos empregados. Os casos em que não forem observadas estas diretrizes devem ser denunciados aos sindicatos, para resolução.
Na reunião, o Comando Nacional falou da preocupação com os empregados, devido ao crescente número de contaminações e mortes pela covid-19 em todo o país. Tal situação atinge tanto os clientes quanto os empregados, em especial, os que estão na linha de frente do atendimento nas agências.
Os representantes dos empregados cobraram da Caixa a realização de campanhas para esclarecer a população sobre o pagamento do auxílio emergencial, pois a falta de informação tem sido a maior causa de filas e aglomerações nas agências. Este problema é maior ainda nas regiões Norte e Nordeste, onde as pessoas têm mais dificuldade de acesso e utilização das ferramentas digitais para conseguir o auxílio.
Para resolver o problema, a CEE e o Comando solicitaram que a Caixa promova uma melhoria nos canais de atendimento - no telefone 111 e no aplicativo, que não estavam funcionando. Propuseram também a realização de atendimento por chats, para resolução de dúvidas, principalmente sobre indeferimentos ou possíveis erros de preenchimento do cadastro pelos clientes; a criação de um canal mais rápido e específico para comunicação com os empregados, inclusive os do home office, além da produção de material claro e objetivo com esclarecimentos das principais dúvidas a ser divulgado nos meios de comunicação de massa.
Foi reforçada ainda a reivindicação da inclusão dos novos contratados no Saúde Caixa, a necessidade de negociação com o Comando sobre o retorno do home office e maior atenção às regionalidades, em especial, ao Norte e Nordeste.
“As representações e, em especial, a Federação dos Bancários e os sindicatos da Bahia e Sergipe, estarão sempre atentas e em defesa dos empregados da Caixa em todas as situações. Neste período de pandemia, não será diferente. Continuaremos em negociação e no acompanhamento das demandas que ocorrerem para garantir a saúde e a segurança dos empregados”, ressaltou a diretora de Formação Sindical do Sindicato de Sergipe, Helaine Freire, que representou a Federação na negociação.
Participaram também da reunião, o presidente do Sindicato da Bahia, Augusto Vasconcelos e o diretor do Sindicato de Sergipe Marcelo Oliveira.

