Denúncias de assédio eleitoral crescem e chegam a 1.633 casos

Os casos de assédio eleitoral de patrões contra empregados cresceram assustadoramente no Brasil em 2022. Um balanço do Ministério Público do Trabalho (MPT), divulgado nesta quinta-feira (27/10), mostra aumento de 2.577% nas denúncias desde o dia 2. Ao todo, 1.633 casos estão reportados – a maioria, 1.572, após o primeiro turno – envolvendo 1.284 empresas.
Há várias forma de assédio eleitoral, segundo o MPT. Por exemplo, terrorismo econômico, em que empresários dizem que os clientes vão sumir se determinado candidato ganhar. Ou a promessa de prêmio em dinheiro, ou em churrasco, se o candidato do patrão vencer. Em geral, empresas flagradas pelo MPT estão também em débito com direitos trabalhistas. Ou seja, querem um presidente que torne legal sua prática de descumprir a lei.
Os dados são referentes às denúncias de assédio eleitoral tanto contra trabalhadores da iniciativa privada como contra servidores. O número também é oito vezes maior do que o registrado pelo MPT ao longo de todo o período eleitoral de 2018. Na época, foram 212 denúncias contra 98 empresários.
O assédio eleitoral é caracterizado pela tentativa de empresas e ou empregadores influenciarem o voto de seus funcionários. O que pode ocorrer seja por meio de ameaças, como demissão e mudanças de escala de trabalho. Ou oferecendo algum tipo de benefício, nesse caso, folgas e bônus. Desse modo, a conduta configura crime por ferir o livre direito de voto.
De acordo com o MPT, Minas Gerais lidera a lista de assédio eleitoral, com 449 denúncias. O Paraná vem em segundo, com 184 denúncias. Em seguida, estão São Paulo (148), Santa Catarina (147) e Rio Grande do Sul (126).
Embora o MPT não classifique as denúncias com os partidos políticos, os episódios de coerção que vieram a público até agora, têm em comum o pedido de votos em Bolsonaro ou contra Lula.
O assédio eleitoral é crime de deve ser denunciado ao sindicato da categoria e ao Ministério Público do Trabalho pelo link: https://mpt.mp.br/pgt/servicos/servico-denuncie

