Esta quarta é Dia de Combate à Intolerância Religiosa

Esta quarta-feira (21/1) é o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. A data foi instituída em 2007 em homenageia a memória da ialorixá Mãe Gilda, do terreiro Axé Abassá de Ogum, em Salvador, que morreu de infarto em 21 de janeiro de 2000, após uma série de ataques e agressões contra a sua fé.
A data busca chamar a atenção para necessidade de respeitar a liberdade religiosa em um de múltiplas crenças. Infelizmente este respeito ainda não é realidade e as denúncias de intolerância religiosa aumentaram de forma contínua nos últimos anos.
Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos indicam que, entre 2021 e 2024, houve crescimento de 329,9% nas denúncias de ofensas e ataques motivados por religião.
Somente em 2024, o Disque 100, canal do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), contabilizou 3.853 violações relacionadas à intolerância religiosa. Em 2023, o número havia sido de 2.128 registros, o que indica aumento superior a 80% em um ano.
Ainda em 2024, das 525 violações analisadas por recorte religioso, 276 envolveram praticantes dessas tradições. O candomblé apareceu com 166 registros, seguido pela umbanda, com 124, além de 22 casos que citaram ambas as religiões.
Os números comprovam a necessidade de dar maior visibilidade ao tema e cobrar ações concretas para punir os culpados e garantir o direito de todos.

