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Fenaban frustra expectativas e não apresenta proposta

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Não dá para acreditar em promessa de banqueiro. Depois de se comprometer com o Comando Nacional dos Bancários, a Federação dos Bancos não deu respostas para as questões econômicas e muito menos apresentou a proposta global para a minuta de reivindicações da categoria durante a quinta rodada de negociação da campanha salarial 2018, realizada nesta quarta-feira (1º/8), em São Paulo.

Os bancos ficaram de apresentar uma proposta na reunião que acontece na próxima terça-feira, 7 de agosto, às 10h, em São Paulo. Com isso, o Comando orienta que os sindicatos realizem convoquem assembleias de avaliação para o dia 8 de agosto, quarta-feira.

Na mesa, a Fenaban não apresentou nenhuma proposta à reivindicação  dos bancários de aumento real de 5%  no salário e outras verbas com o mesma natureza.  Ficou para a próxima semana também a definição sobre a participação nos lucros e resultados. O Comando ressaltou a diminuição do percentual dos ganhos distribuído desde a conquista da PLR em 1995, quando era de 14% dos resultados. Isto foi caindo com o tempo mesmo com a diminuição do número de bancários e aumento espetacular dos lucros, o que é uma contradição.  Os bancos foram evasivos e disseram que querem dedicar este ano à preservação da clausula, tendo como parâmetro a regra atual.

Na mesa, a Fenaban não deu resposta também sobre o 14º salário. Disse até  que o bancário já tem muitos benefícios e que não tem sentido mais este. Negou-se também a adotar o valor do salário de ingresso sugerido pelos bancários, sob a alegação de que está acima da média do mercado tanto em valor, quanto em jornada. Disseram não também ao plano de cargos e salários, alegando risco à gestão das empresas.

Como se não bastasse tanta enrolação, os bancos agora estão alegando problemas com a Procuradoria da Receita Federal, por causa dos auxílios e das cestas refeição e alimentação. Disseram que estão tendo que pagar muitos tributos também por causa das duas parcelas da PLR, que são pagas em anos fiscais diferentes.  O Comando sugeriu que os bancos usassem a mesma influência que tiveram para ajudar a aprovar  tão rápido a  reforma trabalhista, para mudar a legislação tributária e resolver o problema.

No final, os bancos ficaram de avaliar o parcelamento do adiantamento das férias e o auxílio educação. No caso do vale cultura, eles alegam o fim do programa de incentivo do governo federal para acabar com o benefício, argumento inválido, diante da lucratividade dos bancos.

Não houve avanço também nas questões envolvendo igualdade de oportunidades. A Fenaban prometeu apenas estudar a proposta de fazer um censo sobre o assunto, envolvendo inclusive o problema do assédio sexual no setor bancário.

“O resultado da reunião de hoje só reforça a necessidade de participação dos bancários na campanha. Até o momento os bancos não apresentaram uma resposta satisfatória a nenhuma das nossas reivindicações, ao contrário, na mesa, o que estamos vendo é descaso com as demandas da categoria. Precisamos nos unir e mostrar aos bancos que não aceitaremos a retirada de nenhum direito. Queremos e merecemos aumento real de salário e os lucros obtidos pelos bancos podem facilmente pagar por isso. Os lucros obtidos por eles mostram que estão muito bem”, ressaltou o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Hermelino Neto, presente da negociação.

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