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Frente parlamentar em defesa dos bancos públicos é lançada em Brasília

Com a participação de entidades do setor bancário e da sociedade civil, deputados e senadores de diversos partidos lançaram nesta terça-feira (13), em Brasília, a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos. A mobilização tem o objetivo de evidenciar e combater o desmonte das instituições financeiras públicas promovido pelo governo de Michel Temer e destacar sua importância para a soberania nacional e o desenvolvimento econômico e social do país.

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“A verdade é que não há saída para a crise econômica sem investimento público e estamos indo no sentido contrário. O que esse governo quer é a dependência total do capital estrangeiro”, afirmou o senador Roberto Requião (PMDB-PR) durante o lançamento da frente parlamentar. Ao reforçar a importância da greve geral indicada para o próximo dia 30, Requião enfatizou a necessidade da população em ir às ruas para impedir o sucateamento dos bancos públicos e a aprovação das reformas da Previdência e trabalhista.

Durante o ato, deputados, senadores e representantes da sociedade civil destacaram o papel dessas instituições públicas no exercício da soberania nacional, ao financiar principalmente investimentos em educação, agricultura e habitação. Emanoel Souza, presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, presente na solenidade, afirmou que a expectativa é que a Frente Parlamentar, em conjunto com as entidades de trabalhadores bancários, defina estratégias para a atuação, não apenas política, mas também um calendário de atividades.

Frente parlamentar defesa dos bancos públicos

“O processo de medidas ultraliberais do governo atingem também os bancos públicos. Está havendo um esvaziamento do BNDES, com a retirada de recursos que visam inviabilizar seu papel de estímulo ao desenvolvimento do país. No caso dos demais bancos, a estratégia do governo é o da reestruturação, com drástica redução do quadro de pessoal, fechamento de agências e enfraquecimento destas instituições no âmbito do sistema financeiro nacional”, avaliou o presidente da FEEB.

Para a senadora Lídice da Mata (PSB-BA), a frente lançada hoje será fundamental para unir as forças que defendem as instituições. “Essa Frente reúne deputados, senadores, bancários, trabalhadores do campo e da cidade na busca pela recuperação de um projeto de desenvolvimento para o país.”
Soberania nacional

Para o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Jair Pedro Ferreira, é preciso agora “replicar” o ato nos estados e municípios para explicar à população as consequências do sucateamento e assim conquistar “corações e mentes”. “Sem os bancos públicos e a importância que eles têm na economia, não vamos conseguir fazer frente à recuperação do país. Estamos vendo a delapidação do patrimônio público, em especial os bancos públicos, que têm papel importante principalmente para a população de baixa renda.”

Já o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Roberto von der Osten, destacou a importância das instituições públicas no contexto da soberania nacional, por serem uma ferramenta de crédito capaz de levar desenvolvimento aos lugares mais necessitados do país. “Os bancos públicos existem para corrigir as distorções dos bancos privados, especialmente na área de crédito”, afirmou, enfatizando o financiamento da casa própria, da agricultura e de outros setores da economia.

Mais cedo, antes do lançamento da frente, houve o seminário “Estratégias para financiar o desenvolvimento”, ocasião em que a vice-presidenta da Contraf e presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira, mostrou que as instituições públicas são importantes para toda a população brasileira, especialmente os mais pobres.

“Não dá para falar de desenvolvimento sem crédito. E sem crédito não há emprego. Precisamos de bancos públicos para manter essa oferta de crédito que sempre fomentou a economia em momentos importantes, e não vemos isso atualmente. O atual governo tem feito o desmonte dos bancos públicos com reestruturações e retirada da oferta de crédito. Não é uma questão corporativa a manutenção dos bancos públicos, porque vai impactar o Brasil com menos crédito e financiamentos sem privilegiar programas como o Fies e financiamento imobiliários para os mais pobres”, afirmou.

Juvandia também citou o papel dos bancos públicos regionais para o desenvolvimento local com o financiamento de agricultores familiares e pequenos empreendedores. “Essas pessoas não teriam condição de obter crédito porque os bancos privados oferecem financiamentos com juros altos. As atuais opções políticas de governo são ultraliberais. Vemos o perdão de dívidas de bancos privados, como a que aconteceu no Itaú, mas não capitalizam a Caixa Econômica para que ela possa oferecer crédito.”

Fonte: Rede Brasil Atual/CTB

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