GT inicia debates sobre o Saúde Caixa

O Grupo de Trabalho sobre Saúde Caixa, formado por representantes dos bancários e do banco, realizou sua primeira reunião nesta quarta-feira (28/6), dando inÃcio à s negociações sobre questões pendentes do plano de saúde dos empregados da Caixa.
Entre os assuntos pendentes estão a revisão do Estatuto da Caixa, para que se exclua o teto de gastos que a Caixa pode ter com a saúde de seus empregados. A limitação era prevista na resolução 23 da CGPAR, que foi revogada, devido ao trabalho das entidades sindicais. No entanto, ainda está presente do Estatuto, aprovado na gestão de Pedro Guimarães.
Outra questão ainda mais urgente é a suspensão da cobrança retroativa de coparticipações que a Caixa está efetuando diretamente na conta corrente dos empregados. Os valores cobrados pela Caixa referem-se a coparticipações de consultas e exames de 2018 a 2022 que, por erro de sistema da Caixa, não tinham sido cobradas.
O Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) limita o desconto da coparticipação do Saúde Caixa em 10% da renda básica. A Caixa está cobrando os valores atrasados com débito em conta, sem considerar esse limitador e ainda descontando as despesas atuais no contracheque, usando o limite de 10%. Isso tem causado sérios problemas para os empregados, que ficam com a sua renda comprometida.
Os representantes dos empregados reivindicam que a Caixa suspenda as cobranças e abra negociação para discutir uma forma para o pagamento dos valores retroativos, sem ultrapassar os limites definidos no ACT.
Calendário
Na reunião, a Caixa apresentou uma proposta calendário de negociações que prevê mais duas reuniões do GT Saúde Caixa, três mesas de negociações com a CEE e a assinatura do acordo especÃfico até o fim de agosto.

Os representantes dos bancários consideram a proposta otimista, pois acham que será necessário mais tempo para construção de um acordo que atenda aos interesses dos empregados.

