Iapaz debate sobre proliferação de armas de fogo

O aumento da violência por arma de fogo no país, principalmente depois da flexibilização feita por Bolsonaro, foi amplamente debatido por quem participou do seminário Paz só com justiça social: Proliferação de armas de fogo; a quem interessa?, promovido pelo Iapaz (Instituto de Estudos e Ação Pela Paz Com Justiça Social), nesta quinta-feira (15/12), no Sindicato.
Evento contou com a participação do presidente do Iapaz, Álvaro Gomes, o Defensor Público, Rafson Ximenes, o representante do Instituto Fogo Cruzado, Diogo de Jesus e do presidente do Sindicato dos Bancários, Augusto Vasconcelos. Na abertura, teve apresentação cultural com a diretora do SBBA Alda Valéria e Cilene Canda e música ao vivo, com Ricardo Marques.
O presidente do Iapaz, Álvaro Gomes, destacou que o registro de armas de fogo do CAC (Colecionador, Atirador, Desportivo e Caçador) chegou a 957.351. “Esse armamento tem um risco grande, porque serve para armar organizações criminosas e milícias”, concluiu. A expectativa é que o governo Lula retome a política de desarmamento.
De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, houve um crescimento de 24% no índice de mortes por revólveres, pistolas e garruchas. “Essa sempre foi uma pauta importante para o campo democrático. É um tema mais do que necessário, pois estamos saindo de um governo que promoveu e intensificou a proliferação de armas”, comentou Augusto Vasconcelos. Tem mais. A facilitação das armas favorece principalmente a indústria armamentista que nunca lucrou tanto no país.
Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia.

