Itaú fecha uma em cada seis agências em um ano, mesmo lucrando R$ 37 bilhões

O Itaú lucrou R$ 37,3 bilhões nos nove primeiros meses de 2026, alta de 8,1% em relação ao mesmo período do ano passado, com rentabilidade (ROE) de 25,4% no Brasil. Mesmo assim, o banco fechou 334 agências em um ano, e a rede física caiu de 1.998 para 1.664 unidades. No mesmo período, foram eliminados 3.259 postos de trabalho, 307 deles só no terceiro trimestre. No fim de setembro, o banco tinha 80.350 empregados no país.
Só com tarifas e prestação de serviços, o Itaú arrecadou R$ 37,8 bilhões até setembro. É mais do que o necessário para pagar todas as despesas com pessoal, incluindo a PLR, que somaram R$ 26,7 bilhões. A sobra é de cerca de R$ 11 bilhões, sem contar o que o banco ganha com crédito e seguros.
"O fechamento de agências físicas tem prejudicado muito os clientes, os funcionários e, principalmente, a população mais vulnerável, que precisa de um atendimento presencial, humanizado e de qualidade. O Itaú insiste em priorizar a lucratividade, enquanto as agências receptoras ficam abarrotadas, os clientes enfrentam dificuldades e os funcionários trabalham sob pressão e sobrecarga, com consequências cada vez mais graves para sua saúde. A nossa Federação e os sindicatos vêm denunciando essa realidade aos órgãos fiscalizadores e nas audiências públicas, o banco vem sendo autuado pelo Procon, mas o Itaú insiste com os fechamentos. Entendemos que o Itaú precisa rever esse modelo de reestruturação e compreender que sua responsabilidade vai muito além dos resultados financeiros. É preciso respeitar a população, os clientes e os trabalhadores!", destacou a diretora da Federação e Coordenadora da COE Itaú BA e SE, Luciana Dória.
Na Bahia e em Sergipe, a categoria sente esses cortes no dia a dia. Em Ilhéus, o sindicato já protestou contra a retirada dos caixas no Itaú. Para a Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (Feebbase), Itaú, Bradesco e Santander seguem a mesma receita: lucro bilionário de um lado, demissões, sobrecarga, adoecimento e população sem atendimento do outro. A Federação segue mobilizada em defesa do emprego e contra o fechamento de unidades.

