Mercado de trabalho e racismo são desafios para os negros

Em celebração ao Dia da Consciência Negra, foi realizado o estudo "Consciência entre urgências: pautas e potências da população negra no Brasil", encomendado pelo Google e realizado por uma parceria entre o Datafolha e Mindset-WGSN.
A pesquisa ouviu homens e mulheres de mais de 16 anos e de todas classes sociais, concluindo que a inclusão no mercado de trabalho é o assunto mais urgente a ser discutido para 48% dos negros e pardos brasileiros.
O resultado mostra o quanto o assunto é negligenciado e afeta essa parte da população, tendo como pano de fundo a estatística do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): dos 12,8 milhões de desempregados, 64,3% são pretos ou pardos, equivalente a 8,2 milhões de brasileiros. O dados tem como base Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad).
A informalidade também é maior nessa parcela dos brasileiros. Enquanto 34,6% de pessoas brancas se encontram na informalidade, entre os negro e pardos esse número sobe para 47,3%.
O racismo institucional e estrutural é o segundo assunto mais urgente, segundo 44% dos entrevistados. Além disso, genocídio e feminismo negros também entraram para lista de pautas a serem debatidas com maior urgência.
Bahia
A Bahia, onde fica Salvador, a maior cidade negra fora da África, ainda é a pior do país quando se trata de desemprego. Do segundo para o terceiro trimestre de 2019, o percentual de desempregado passou de 17,3% para 16,3%, ou seja, cerca e 1.170.000 pessoas. De acordo como IBGE, negros e pardos são 63,7% dos desocupados.
Mas essa redução veio puxada pela desistência de procurar emprego, ou seja, o aumento do número de desalentados. No último trimestre, esse número na capital baiana chegou 15,1%.

