Mulheres lutam contra reforma trabalhista e da previdência
Feministas de Aracaju conversaram sobre a plataforma eleitoral das mulheres e o momento político de retrocesso no Brasil, em encontro na sede do Sindicato dos Bancários de Sergipe, na última sexta-feira (28). Os temas foram inicialmente abordados pela secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CTB, Celina Arêas.

Celina Arêas apresentou em Aracaju os tópicos da plataforma eleitoral das mulheres intitulada "Mulheres Trabalhadoras e as Eleições 2018" e deixou cópias do documento que estão sendo entregues às candidatas e candidatos de todos os estados brasileiros, antes do dia “D”, 7 de outubro. Dentre os tópicos da plataforma, as mulheres pedem aos candidatos que pleiteiam cargos políticos a revogação da reforma trabalhista, da Emenda Constitucional 95 e o engavetamento da reforma da previdência. Também consta na plataforma das mulheres a criação de políticas públicas e leis mais rigorosas contra o assédio moral e sexual, a discriminação de gênero, raça, deficiência ou orientação sexual.
De acordo com Celina, o documento foi elaborado pelo Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT), as seis maiores centrais sindicais do país (CSB, CTB, CUT, Força Sindical, NCST e UGT). “O Brasil está numa encruzilhada histórica e as eleições deste ano vão definir o país que teremos no futuro. OU seja, se voltaremos a ser ‘quintal’ dos Estados Unidos, como defendem os candidatos de Temer ou se retomaremos o trilho do desenvolvimento autônomo e soberano”. Ela explica ainda que o FNMT defende o empoderamento feminino, com mais mulheres no poder. “Não pode haver democracia plena sem a ampla participação das mulheres, da juventude e da população negra nas decisões do país”. O encontro das mulheres em Aracaju foi organizado pela União Brasileira das Mulheres (UBM), CTB e contou com as militantes da União da Juventude Socialista (UJS).
Saiba Mais
Celina Arêas é sindicalista desde a década de 1980 e sua história é marcada pela luta em defesa dos direitos dos professores e demais trabalhadores. Foi presidenta do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais numa época em que as mulheres ainda encontravam muitas dificuldades para ocupar espaços de poder, e nem por isso ela deixou de lutar pela categoria e por melhores condições de vida para os trabalhadores.
Ela defende a necessidade de mais mulheres na política para mudar inclusive a maneira de fazer política e com a força das mulheres levar o Brasil de volta ao caminho do desenvolvimento econômico com combate á pobreza e respeito aos direitos da classe trabalhadora e das ditas minorias
Fonte: Seeb Sergipe.

