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redes sociais 2023

Mulheres lutam contra reforma trabalhista e da previdência

Feministas de Aracaju conversaram sobre a plataforma eleitoral das mulheres e o momento político de retrocesso no Brasil, em encontro na sede do Sindicato dos Bancários de Sergipe, na última sexta-feira (28). Os temas foram inicialmente abordados pela secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CTB, Celina Arêas. 

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Celina Arêas apresentou em Aracaju os tópicos da plataforma eleitoral das mulheres intitulada "Mulheres Trabalhadoras e as Eleições 2018" e deixou cópias do documento que estão sendo entregues às candidatas e candidatos de todos os estados brasileiros, antes do dia “D”, 7 de outubro. Dentre os tópicos da plataforma, as mulheres pedem aos candidatos que pleiteiam cargos políticos a revogação da reforma trabalhista, da Emenda Constitucional 95 e o engavetamento da reforma da previdência. Também consta na plataforma das mulheres a criação de políticas públicas e leis mais rigorosas contra o assédio moral e sexual, a discriminação de gênero, raça, deficiência ou orientação sexual.

De acordo com Celina, o documento foi elaborado pelo Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT), as seis maiores centrais sindicais do país (CSB, CTB, CUT, Força Sindical, NCST e UGT). “O Brasil está numa encruzilhada histórica e as eleições deste ano vão definir o país que teremos no futuro. OU seja, se voltaremos a ser ‘quintal’ dos Estados Unidos, como defendem os candidatos de Temer ou se retomaremos o trilho do desenvolvimento autônomo e soberano”. Ela explica ainda que o FNMT defende o empoderamento feminino, com mais mulheres no poder. “Não pode haver democracia plena sem a ampla participação das mulheres, da juventude e da população negra nas decisões do país”. O encontro das mulheres em Aracaju foi organizado pela União Brasileira das Mulheres (UBM), CTB e contou com as militantes da União da Juventude Socialista (UJS).  

Saiba Mais

Celina Arêas é sindicalista desde a década de 1980 e sua história é marcada pela luta em defesa dos direitos dos professores e demais trabalhadores. Foi presidenta do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais numa época em que as mulheres ainda encontravam muitas dificuldades para ocupar espaços de poder, e nem por isso ela deixou de lutar pela categoria e por melhores condições de vida para os trabalhadores.

Ela defende a necessidade de mais mulheres na política para mudar inclusive a maneira de fazer política e com a força das mulheres levar o Brasil de volta ao caminho do desenvolvimento econômico com combate á pobreza e respeito aos direitos da classe trabalhadora e das ditas minorias

Fonte: Seeb Sergipe.

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