Sindicatos fazem protestos em defesa da Cassi

A força da união dos sindicatos para defender a Cassi, plano de saúde dos funcionários do Banco do Brasil foi marca registrada nesta quinta-feira (22/08), nas agências de todo o país. No ato do Sindicato da Bahia, na unidade da avenida Sete de Setembro, os diretores dialogaram com os trabalhadores e clientes sobre as ameaças que pairam sobre o plano, que atende 620 mil pessoas.
Além disso, foram distribuídos exemplares do boletim O Espelho, com informações detalhadas da Caixa de Assistência. O Dia Nacional de Luta em Defesa da Cassi é para alertar sobre os riscos de a assistência ser liquidada pelo governo federal e entregue à lógica de mercado, já que quem comanda a diretoria fiscal está alinhada com o setor de saúde privada.
Não é de hoje que os planos de saúde de mercado tentam absorver os associados. Os bancos privados, responsáveis pelo financiamento da política privatista do atual governo, estão de olho. O Bradesco Seguros ou a Porto Seguros, do Itaú, são os principais administradores das assistências médicas. É fundamental fortalecer a Cassi.

O funcionalismo do BB também aproveita os protestos para questionar sobre a falta de transferência na Cassi, principalmente no que diz respeito à origem dos recursos para que haja equilíbrio financeiro nos próximos cinco anos. O banco já deixou claro que não pretende custear mais do que os atuais 4,5% para os o funcionários da ativa e aposentados.
Em setembro, serão realizadas plenárias, reuniões, debates e mobilizações, que vão culminar no Encontro Nacional de Saúde. As ações terão o objetivo de unificar as reivindicações e a luta em defesa do plano de saúde.
O aumento aprovado em junho na coparticipação dos associados também foi lembrado no ato do Dia Nacional de Luta em Defesa da Cassi. Subiu para 50% em consultas de emergência ou agendadas, sessões de psicoterapia e acupuntura e visitas domiciliares. No caso dos serviços de fisioterapia, RPG, fonoaudiologia e terapia ocupacional que não envolvam internação hospitalar, foi para 30%.
Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia

