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redes sociais 2023

Bancários mobilizados em defesa do emprego

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 A campanha salarial dos bancários já está nas ruas. Nesta segunda-feira (6/7), sindicatos e federações realizaram um Dia Nacional de Luta em Defesa do Emprego com realização de atividades em agências e departamentos em todo o Brasil. O objetivo é mobilizar os trabalhadores e falar sobre a importância da negociação com os bancos sobre o tema, que acontecerá na terça-feira (7), em São Paulo.

Na mesa, além de defender a manutenção do emprego, o Comando Nacional dos Bancários também vai reivindicar da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) o fim do processo de fechamento de agências e da precarização do atendimento, que tanto prejudica a categoria e a população.

Na Bahia e Sergipe as entidades sindicais estão mobilizando a categoria. Durante atividade do Sindicato da Bahia, em Salvador, a presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (Feebbase), Andréia Sabino, ressaltou a importância de mais contratações para garantir atendimento de qualidade para a população, além de convocar os trabalhadores a se engajarem nas atividades da campanha nacional.

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O Sindicato da Bahia realizou manifestações nas agências lotadas na Avenida Sete de Setembro, no Centro de Salvador, para dialogar com trabalhadores e clientes sobre a campanha nacional da categoria. A ação percorreu unidades do Itaú, Caixa Econômica Federal e Bradesco, e contou com a participação de diretores do Sindicato dos Bancários da Bahia.

Em suas falas, os dirigentes sindicais defenderam a contratação de mais bancários para melhorar o atendimento. Afinal, os bancos têm lucro bilionários todos dos anos, mas continuam promovendo reestruturações no setor, com o fechamento de agências, transferência de atividades, ampliação de terceirizações e usando as novas tecnologias sem garantir a necessária proteção aos trabalhadores.

Em 2025, os cinco maiores bancos obtiveram conjuntamente um lucro líquido de R$ 124 bilhões. Entre 2020 e 2025, os bancos públicos e privados registraram crescimento de 46% e 114%, respectivamente, no lucro líquido. Entretanto, apesar desses resultados multibilionários, desde 2016 o setor eliminou mais de 83,5 mil postos de trabalho e, desde 2015, mais de 8,5 mil agências (queda de 37% na rede física).

O enxugamento da rede física tem prejudicado os clientes, que ficam sem atendimento adequado, e também os bancários. Muitos perdem o emprego e os que ficam sofrem com a sobrecarga de trabalho.

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