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Administração do Bradesco usa força policial em Jequié

No décimo dia de greve, os grevistas foram à agência do Bradesco em Jequié para persuadir os colegas daquele banco a aderirem ao movimento que está crescendo a cada dia. Os sindicalistas chegaram às 7 horas e se aglomeraram na porta da agência, aguardando a chegada dos colegas para convencê-los. Às 8 horas os funcionários começaram a chegar e os sindicalistas iam conversando, explicando a necessidade de eles aderirem ao movimento. Depois de algumas horas, uma meia dúzia de colegas resolveu encarar os grevistas e forçar a entrada, enquanto que os sindicalistas, pacificamente, tentavam dissuadir os colegas da idéia de adentrar a agência.
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A vergonha e a decepção ficaram por conta da administração do Bradesco ao requisitar a presença da PM para impedir o movimento. Esses colegas deram uma demonstração de falta de solidariedade. Esta atitude retrata o clima de terror que existe dentro do Bradesco. O banco promove uma disputa interna, divulgando fotos e parabenizando aqueles que cumpriram determinadas metas. Esta prática funciona como uma advertência subliminar para expor e desqualificar aqueles que não conseguiram atingir as metas. Isto é assédio moral, sem se falar nas constantes ameaças de demissão.

Enquanto a entidade patronal não apresenta nenhuma proposta, a diretoria do Bradesco deu um aumento de 12% a 24% para alguns funcionários, sem nenhum critério sério, sem discutir com a entidade sindical, promovendo a discriminação na agência, com o firme propósito de cooptar o colega. "Não somos contra o aumento, mas deve prevalecer o princípio da isonomia, é isto que defendemos", declarou Marcel Cardim, secretário geral do sindicato.

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