Assaltos no interior da Bahia chegam a 25
A facilidade é tanta que as agências de alguns municípios foram assaltadas mais de uma vez. É o caso do Banco do Brasil de Iaçu, assaltado três vezes. A situação é bem parecida em Lagoa Real. Em 10 de março deste ano um vigilante foi morto durante a ação dos bandidos no BB. Depois de pouco mais de um mês, em 14 de abril, a quadrilha levou novamente todo o dinheiro da agência e ainda fez o gerente de refém.
Os bandidos também não poupam ousadia e sofisticação nas ações e a bola da vez agora é explodir as unidades bancárias. Levantamento feito pelo Exército revela que 1,06 tonelada de explosivos e dinamite foi roubada de pedreiras em 2010. O número é 170% maior do que o registrado em 2009, quando foram levados 392 quilos de explosivos.
Na Bahia, o último assalto com explosivos aconteceu há pouco mais de uma semana, quando uma quadrilha invadiu o BB de Uruçuca e explodiu os caixas eletrônicos com dinamites, levando todo o dinheiro.
O Banco do Brasil está presente em boa parte dos municípios baianos e, por isso, é o preferido nos assaltos pelo interior. Das 25 ocorrências registradas fora de Salvador, 20 foram em agências do BB.
A falta de equipamentos de segurança nas unidades bancárias é apontada como uma das principais causas dos assaltos. Sem um sistema de câmera, portas giratórias e vigilantes fica fácil para as quadrilhas agirem.
Aliado a isso, está o baixo efetivo policial. De acordo com Emília Blanco, da Secretaria de Segurança Pública, cerca de 6.800 policiais civis trabalham no combate a assaltos e 70% deles estão locados no interior. Número insuficiente para cobrir as 417 cidades.

