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Ato em Salvador protesta contra plano de reestruturação da Caixa

A mobilização na Caixa é forte em todo o país. Os empregados não aceitam a imposição do plano de reestruturação e estão unidos para encarar a direção da empresa frente à frente. O processo é antidemocrático. Nenhuma conversa foi feita com os bancários. Uma posição que não combina com o papel que o banco deveria cumprir.

As mudanças são gravíssimas. Para se ter ideia, preveem a extinção de setores, realocação de funcionários, em alguns casos para outros estados, e a perda de função com a consequente redução de salários.

Muitos terão rendimento reduzido em mais de 50%. O pior. Com muitas dívidas para pagar, como escola dos filhos e financiamento de imóveis.

O cenário, portanto, não é nada bom. Não tem como nenhum empregado aceitar a imposição de um plano que muda completamente a vida dos colegas.

O Sindicato dos Bancários da Bahia, além de realizar diversos atos, como o ocorrido nesta terça-feira (12/04), no edifício 2 de Julho, na Paralela, Salvador, também move ação judicial pela suspensão da reestruturação.

A mobilização, no entanto, vai além. "É preciso estar atento aos projetos que tramitam no Congresso Nacional danosos à Caixa, a exemplo do PL 4918/2016, antes chamado de PLS 555", alerta o presidente do SBBA, Augusto Vasconcelos.

Posição compartilhada pelo presidente da Federação da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza. "Tem ainda o projeto que libera a terceirização nas atividades fim". A proposta fragiliza a CLT e pode acabar com direitos históricos, como 13º salário e o FGTS.

SEEB-BA

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