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Audiência com Ministro da Previdência trata de aposentados do Baneb

Após meses de luta, representantes da Federação dos Bancários e do Sindicato da Bahia foram recebidos nesta quarta-feira (16/9) pelo ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, para tratar da forma desrespeitosa com que o INSS tem tratando ex-funcionários do Baneb, aposentados por invalidez.

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No encontro, intermediado pelo deputado federal Daniel Almeida (PCdoB), o diretor de Saúde da Feebbase, Fernando Dantas, e o presidente do SBBA, Augusto Vasconcelos, relataram o desespero vivido por 251 banebianos convocados para revisão da aposentadoria por invalidez, muitos após mais de 20 anos de concessão do benefício, e que estão sendo obrigados a voltar ao trabalho, mesmo com exames e relatórios médicos que comprovam que continuam doentes.

A convocação começou em 2014, após o INSS receber uma denúncia anônima relatando irregularidades nos benefícios. Para a surpresa geral, ao invés de apurar os fatos para constatar se houve fraude, a Previdência resolveu convocar os trabalhadores para revisão da aposentadoria por invalidez, procedimento que vem sendo realizado sem nenhum critério por peritos, que têm revogado as aposentadorias de forma sumária, sem levar em conta os exames e relatórios médicos apresentados.

“O resultado é que muita gente está sendo obrigada a voltar para o mesmo ambiente de trabalho em que ficou doente. Alguns não são aceitos pelo banco e outros estão sendo demitidos pelo Bradesco, que comprou o Baneb. A situação é desesperadora, pois muitos destes trabalhadores têm mais de 60 anos e continuam com sequelas da doença que motivou a aposentadoria por invalidez”, explicou Fernando Dantas.

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O ministro se comprometeu a examinar a questão e dar uma resposta sobre a solicitação da Feebbase e do SBBA para a suspensão das perícias e apuração criteriosa da denúncia, com a punição daqueles que cometeram alguma fraude, caso isso seja comprovado. “Nós somos os mais interessados na apuração dos fatos. Só não podemos aceitar a punição sumária de todos os trabalhadores, com base apenas uma denúncia anônima e infundada”, concluiu Dantas.

As entidades aguardam um posicionamento do Ministério para decidir os novos passos da mobilização que começou no ano passado, com manifestações nos postos do INSS pela suspensão das perícias. 

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